Genocídio em São Paulo
Quase seis meses após a primeira morte, em 12 de março, o estado de São Paulo ultrapassou nesta segunda-feira (31) a marca de 30 mil óbitos por coronavírus.
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SP ultrapassa 1500 mortes por Coronavírus | Foto: Reprodução

Quase seis meses após a primeira morte, em 12 de março, o estado de São Paulo ultrapassou nesta segunda-feira (31) a marca de 30 mil óbitos por coronavírus desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas foram registrados 36 óbitos e 938 casos confirmados da doença, com isso, o estado atingiu 30.014 óbitos no total e 804.342 casos confirmados da infecção desde o início da pandemia.

As novas confirmações em 24 horas não significam que as mortes e casos aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período. Os números costumam ser menores aos finais de semana e segundas-feiras.

O estado sozinho já tem mais mortes que a Espanha, que tem uma população parecida, e registrou 29 mil mortes até o momento. A Espanha tem cerca de 47 milhões de habitantes e São Paulo, 44 milhões.

Na América do Sul, se somadas todas as mortes na Argentina (8,4 mil), Chile (11,2 mil), Bolívia (4,9 mil), Paraguai (308), Uruguai (44) e Venezuela (381), o número é menor do que as mais de 30 mil registradas em São Paulo.

Na sexta-feira (28) o governador João Doria (PSDB) disse em coletiva de imprensa que o pior momento da pandemia do coronavírus em São Paulo já passou e que o estado já começou a sair do platô.

No entanto, epidemiologistas alertam que ainda não é possível relaxar as medidas de cuidado, já que os números continuam altos e não há uma redução sustentável dos casos e mortes que confirme a saída do platô.

Desde que a pandemia do Coronavírus chegou ao Brasil muito tem se falado sobre o isolamento social e a quarentena, onde esta foi a única solução “concreta” encontrada e apresentada principalmente pelos governadores, fazendo com que até mesmo a esquerda pequeno burguesa caísse no discurso demagógico e colocando verdadeiros inimigos do povo como “científicos e responsáveis”, como foi o caso de João Doria e Wilson Witzel, que entraram em certa discordância com Jair Bolsonaro sobre o isolamento social.

Toda a demagogia e discurso sobre o isolamento social no Brasil poderiam ter sido aceitos se ele tivesse de fato acontecido para todos os trabalhadores, mas como foi colocado desde o início da pandemia pelo Diário Causa Operária o isolamento social foi apenas um privilégio de uma pequena parcela de trabalhadores.

Se os trabalhadores chegaram à essas condições diante da crise é porque o Estado não está cumprindo seu papel de proporcionar aos trabalhadores as condições necessárias para se protegerem, principalmente aqueles da extrema direita golpista que trabalham apenas para os interesses da grande burguesia e do capital. Por isso é mais do que necessário a derrubada do governo genocida de Jair Bolsonaro e João Doria e todos aqueles que de forma golpista utilizaram a pandemia de forma demagógica com os trabalhadores enquanto nada foi feito para que todos pudessem se proteger e preservar suas vidas. Somente com a derrubada destes governos será possível reverter essa situação tão cruel para com a classe operária brasileira.

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