Saúde pública precarizada
Conforme a crise sanitária se torna cada vez mais evidente, nos deparamos com planos de ação completamente descompassados com a necessidade imediata da população.
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hosp parelheiros
Hospital de Parelheiros no extremo sul da cidade de São Paulo. Foto:FabioArantes/Secom/FotosPublicas |

Combate a passos de formiga

São Paulo, o estado mais rico do país e epicentro do contágio nacional, já conta com 8216 casos confirmados e 540 óbitos oficialmente registrados em decorrência do COVID-19. Levando em conta que existem inúmeros relatos que dão conta da subnotificação dos casos podemos ter ideia de que o tamanho da crise, que ainda não atingiu seu pico, é muito maior.

Diante do iminente colapso do sistema público de saúde, o governador fascista João Dória, novo queridinho de parte da esquerda, aposta exclusivamente na (semi)quarentena, aproveitando-se ainda para ampliar as medidas repressivas a partir das próximas semanas.

Para se ter uma ideia do nível de atraso ao qual a população está exposta, no começo da semana o governo do estado anunciou que uma “Plataforma de Laboratórios” estaria organizada para analisar em 10 dias pouco mais da metade das amostras represados na fila do instituto Adolfo Lutz, focando em pacientes graves, internados e profissionais de saúde.

Enquanto a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a testagem massiva da população como medida preventiva, para garantir o isolamento adequado, já estamos acima da capacidade para testar casos já avançados, além dos casos entre os próprios profissionais de saúde, que precisariam de um cuidado especial neste período.

Complementando o quadro de terror, sete regionais da capital não contam com sequer um único leito de UTI, são elas Aricanduva, Campo Limpo, Cidade Ademar, Parelheiros, Jaçanã, Perus e Lapa. O prefeito da cidade Bruno Covas, que desde que assumiu deu carta branca à Guarda Civil Metropolitana (GCM) para agredir a população de rua, prometeu 288 leitos para o Hospital de Parelheiros, que ficariam prontos até 31 de maio.

Ou seja, para ter acesso ao número reduzido de leitos extra, a população ainda terá que esperar até depois do pico da pandemia na cidade, estimado para o mês de abril.

O legado do PSBD no estado

O partido que governa São Paulo há décadas se especializou em duas coisas, privatizar e reprimir. Enquanto a máquina repressiva, em especial da Polícia Militar, recebeu afagos ao longo dos anos, educação e saúde foram sucateadas para privilegiar os capitalistas destes setores.

Se a população já sofre regularmente com o descaso, num momento emergencial como o que nos encontramos agora é que vem a tona o terrível resultado da falta de investimento nos serviços públicos.

Mesmo diante de uma situação que promete colapsar o sistema de saúde, governador e prefeito não dão sinais de abandonar a tradição do partido.

Ao contrário da propaganda de que estamos diante de uma doença “democrática”, fica claro que a população pobre está completamente abandonada à própria sorte e depende da sua capacidade de organização para sobreviver.

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