Colapso da rede
As mortes de milhares é o ônus que a direita prefere pagar para que a burguesia possa manter o seu comércio lucrando, enquanto a pandemia avança
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A quantidade de leitos de UTI existentes não é suficiente, e os infectados estão nos corredores | Foto de Reprodução
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A quantidade de leitos de UTI existentes não é suficiente, e os infectados estão nos corredores | Foto de Reprodução

O panorama da COVID-19 na cidade de São Paulo está cada vez mais complicado. Os hospitais todos já somam 61% de ocupação dos leitos de UTI. E já dois hospitais na Zona Sul não têm vagas, sendo o quadro geral colocado da seguinte forma: Santa Casa de Santo Amaro e Hospital Vila Santa Catarina registram 100% de ocupação. Hospital da Brasilândia, na Zona Norte, em 48 leitos vagos dos 188 disponíveis para a doença. Os dados foram fornecidos pela Secretaria Municipal da Saúde.No município já não têm mais vagas.

Também, 20 novos leitos de UTI estão sendo providenciados pela Prefeitura de Guarulhos junto à  rede particular para conseguir dar conta à demanda, cuja capacidade da rede está por um triz.  Ela registrou 94,2% de taxa de ocupação dos leitos de UTI destinados a pacientes com COVID-19 nos hospitais públicos, nesta terça feira.

Atualmente, dos 105 leitos de UTI exclusivos para COVID-19 na cidade, 99 já estão ocupados. O Complexo Hospitalar Padre Bento, por exemplo, do convênio entre estado e município, já está com100% das vagas pra Covid-19 ocupadas, e quase estourados estão o Hospital Geral de Guarulhos, com 97% de ocupação, e o Hospital Municipal de Urgências, com 96%.

A gestão municipal começou a requerer que novos pacientes sejam transferidos para unidades de outras cidades.

“Guarulhos já está na tratativa com a iniciativa privada para a contratação de leitos. Dos prestadores, foi feita uma cotação de preços e o que fez a melhor proposta a gente está em fase de análise documental e a gente espera nos próximos dias finalizar essa contratação”, afirma o secretário interino de Saúde de Guarulhos, Michel Rodrigues de Paula.

O secretário municipal da Saúde da cidade de São Paulo, Edson Aparecido, disse que a partir do dia 20 de janeiro, a previsão é a de que haja uma pressão maior por leitos .

“Nós acreditamos que possivelmente por volta do dia 20 de janeiro deve haver um aumento na pressão, na necessidade de leitos, tanto de enfermaria quanto de UTI na cidade de SP […]. Nós vamos ficar atentos para que o sistema público não entre em colapso, já não entrou no momento mais difícil, e vamos nos preparar para que isso não aconteça”

Nesta segunda, da capital e toda a região metropolitana, seis dos hospitais estaduais apresentaram ocupação acima de 80% nos leitos de UTI exclusivos para COVID-19: os hospitais Geral de Itapevi e Local de Sapopemba têm 100%; o Hospital Geral de Guaianases, 90%; o Hospital Ipiranga, 88,9%; o Hospital Geral de Vila Penteado, 81,8% e, finalmente, o Hospital Geral de Itapecerica da Serra tem 80% de ocupação em sua UTI.

O critério do tipo adotado pela direita cheirosa e científica, que é a flexibilização hora sim e hora não para favorecer o comércio e não fechar completamente a economia, trouxe severas consequências, implementando o caos e com ele as mortes de pessoas, muitas delas com comorbidades, como são os idosos, e atinge a população de baixa renda que não tem como se proteger em isolamentos, seja pela falta de condições de infra estrutura de saneamento básico e sanitário, seja pelos espaços apertados que ocupam, que é a maioria da população do estado de São Paulo. 

Por via de consequência, essa forma de agir, além de ser o que alimentou o cenário atual de disseminação do vírus com o quase colapso da rede hospitalar, mantém um percentual de mortalidade do qual não se tem como evitar, e até é um ônus consequente que o governo genocida e golpista prefere suportar para suprir os caprichos da burguesia.

As mortes de milhares é o ônus que o governo prefere pagar para que a burguesia possa manter o seu comércio lucrando, enquanto a pandemia avança.

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