Combate de faz de conta
Conforme avança a crise sanitária, cada vez mais vem à tona a hipocrisia dos políticos direitistas que foram apresentados como “científicos” em contraposição à Bolsonaro.
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Bruno Covas e João Dória, dois embusteiros do PSDB apresentados como direita "científica". | Foto: Governo do Estado de São Paulo/Fotos Públicas

Os hospitais de campanha na cidade de São Paulo estão se revelando verdadeiras peças de marketing político, não por acaso num ano onde estão programadas eleições municipais. Para além das tendas brancas, faltam desde equipamentos até profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, entre outros.

Um dos hospitais de campanha com mais destaque na imprensa é o que foi montado no Estádio do Pacaembú. Este patrimônio da cidade, recentemente privatizado pela gestão Bruno Covas, ficou à mercê entre outras coisas de uma “parceria” entre o consórcio que adquiriu seu direito de uso e a prefeitura municipal. Ou seja, venderam e depois alugaram, um ótimo exemplo de como gastar mal o dinheiro público.

Há pelo menos uma semana, segundo dados oficiais, a taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na Grande São Paulo oscila na casa dos 90%. Diante deste previsível cenário de caos, os hospitais de campanha teriam um papel importante a cumprir.

No entanto, um dos problemas que têm se destacado é a falta de profissionais para atuar nestas estruturas improvisadas. Este fato está diretamente relacionado à privatização do sistema de saúde, além da baixa disposição da direita em investir os orçamentos públicos nessas empreitadas emergenciais.

O hospital de campanha montado no Anhembi, por exemplo, é administrado por duas “organizações sociais”, Jabas e SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina). Disfarçadas sob uma expressão que esconde sua verdadeira natureza, as “organizações sociais” não passam de empresas privadas, que substituem a administração pública e a contratação de profissionais pelo Estado.

No setor da saúde, essas “organizações sociais” servem como mecanismo para a terceirização, o que resulta invariavelmente na redução dos salários. No meio desta pandemia, além do medo de se contaminar e contaminar assim os seus familiares, profissionais da saúde enfrentam também a oferta despudorada de baixos salários, o que contrasta com a importância da atuação deles no combate ao COVID-19.

A passo em que as parcerias entre o poder público e a iniciativa privada atuam na precarização das relações de trabalho, os hospitais privados têm seus caminhos facilitados para oferecer melhores salários e concentrar grande parte dos profissionais mais destacados de cada especialidade.

Este trabalho em conjunto aprofunda o abismo social brasileiro, onde os ricos têm acesso privilegiado às condições sanitárias adequadas e a maioria da população permanece jogada à própria sorte.

Neste panorama, é imprescindível o trabalho de fortalecimento dos Conselhos Populares, como os que vêm sendo impulsionados pelo PCO desde o início da pandemia. A luta por condições adequadas de atendimento na saúde não pode ser realizada com sucesso sem a participação ampla e organizada da população. Os Conselhos Populares são o melhor instrumento para dar voz à população e pressionar o poder público.

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