Comprados antes da posse?
Enquanto para os trabalhadores e servidores só o arrocho salarial e a retirada de direitos batem à porta, vereadores recém eleitos, já receberam antes mesmo de serem empossados
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Câmara municipal de Santo andré | Foto: Reprodução

No último dia 12 de novembro, três dias antes das eleições municipais no país, a Câmara de vereadores de Santo André aprovou em seção ordinária um abono para os vereadores da nova legislatura que se iniciará em 1° de janeiro de 2021. O valor de R$ 15.031,76, foi aprovado e já está válido para a implementação de acordo com diário oficial do Município, no dia 1° de janeiro de 2021. Tal manipulação, não é nenhuma novidade, não só em Santo André como em todo o país.

Este é o modus operandi da burguesia, cooptar todos os elementos eleitos no último pleito, para que estes defendam e aprovem os inúmeros ataques que estes terão de fazer para defender os interesses dos grandes capitalistas do município a partir de janeiro de 2021 contra os trabalhadores e os servidores públicos de Santo André.

Entre os ataques previstos no próximo período estão a reforma da previdência dos servidores públicos municipais, seguindo a mesma receita já imposta em centenas de outros municípios, que é o aumento da alíquota percentual de desconto para a previdência, assim como a ampliação do período de contribuição. Outro ataque será a reforma administrativa que trará seus efeitos para o serviço público municipal como avaliações de desempenho que levarão ao fim da estabilidade no serviço público, abrindo decisivamente o caminho para a privatização de todos os serviços.

E uma questão, que já está colocada é sobre a volta as aulas em meio à pandemia, que levará a uma enorme ampliação das mortes no município. No começo de setembro, setores de extrema direita, encabeçados por donos de escolas particulares chegaram a realizar carreata no centro de Santo André pela volta imediata das aulas, o que agora, com a nova onda da pandemia anunciada após as eleições de 15 de novembro no Estado de São Paulo, já se mostrou completamente como uma política genocida.

Chama a atenção a rapidez da aprovação de um valor que será pago aos recém eleitos vereadores, que sequer tomaram posse e já tem 15 mil reais esperando para cair em suas contas bancárias. Enquanto, como exemplo, os servidores públicos do município de Santo André aguardam há três anos um abono que é reivindicado todo final de ano pelo sindicato da categoria (Sindserv Santo André) a ser pago no último mês do ano, como forma de amenizar os congelamentos salariais dos servidores públicos, que neste ano perderam ao menos 4,5% em razão do congelamento salarial de dois anos aplicado por Jair Bolsonaro aos servidores públicos.

Para ver a total desfaçatez dos vereadores do atual mandato que aprovaram o aumento para os futuros “colegas”, o sindicato dos servidores públicos, o Sindserv Santo André encaminhou, no último dia 4 de novembro, pedido para que a Prefeitura antecipasse o pagamento da segunda parcela do 13º salário, que é paga em dezembro, para este mês de novembro, frente a crise econômica que assola os trabalhadores do serviço público. Além de também reivindicar o pagamento de um abono salarial como medida emergencial no valor de R$ 1.400,00 para os 15 mil servidores públicos da Administração direta, indireta, autarquias e fundações, que durante todo o ano com a pandemia de COVID-19, em sua imensa maioria sequer tiveram direito a quarentena, colocando em risco suas vidas assim como de familiares. Neste caso, assim como o dos anos anteriores, tais abonos nunca foram aprovados pela Câmara e pelo executivo municipal.

Os novos vereadores eleitos em Santo André e já com 15 mil na conta, sem sequer trabalhar, são:
Pedrinho Botaro, Professor Minhoca, Bahia do Lava Rápido, Jorge Kina, Dr. Marcelo, Bahia todos do PSDB; Dra. Ana Veterinária e Ricardo Zóio do DEM; Almir Cicote (Avante); Rodolfo Donetti (Cidadania); Lucas Zacarias (PTB); Coronel Edson Sardano (PSD); Eduardo Leite e Wagner Lima ambos do PT; Ricardo Alvarez (PSOL); Samuel Dias (PDT); Vava da Churrascaria (PSD); Carlos Ferreira e Toninho Caiçara do PSB; Dr. Pedro Awada (Patriota); Edilson Santos (PV).

Os trabalhadores e os servidores públicos de Santo André devem se preparar para a luta, para as mobilizações na defesa de seus direitos e interesses, pois do outro lado o cofre já foi aberto para pagar aqueles que irão impor os mais drásticos ataques aos trabalhadores da cidade.

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