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Bancários sob ameaças

Santander: lucros altos, fechamento de agencias e terceirização

A direção golpista do Banco Santander irá terceirizar dependências do banco e abre a possibilidade de demissão em massa na categoria

Banco Santander – Foto: Reprodução

A direção do banco imperialista espanhol no Brasil, Santander, determinou mais um duro golpe na categoria bancária ao transferir o seu setor de call center e telemarketing de São Paulo e Rio de Janeiro para Novo Hamburgo (RS). Com a nova determinação, sem dúvida, irá jogar no olho da rua milhares de trabalhadores bancários, já que o banco contratou uma empresa terceirizada para realizar os serviços.

A medida vai no sentido do que o banco havia anunciado logo no começo do mês de maio deste ano de demitir 20% dos seu quadro de funcionários, que hoje conta com mais de 47 mil trabalhadores.

Em um ano, setembro de 2019 a setembro de 2020, o Santander demitiu 4.335 bancários; somente no período da pandemia do coronavírus, de abril a setembro, passando, inclusive, por cima do acordo firmado com os representantes dos trabalhadores em não demitir em período de pandemia, forma demitidos 2.045 funcionários. Se concretizado a meta de demissão da empresa serão mais de 9,5 mil trabalhadores que engrossarão o exército de desempregados no país, que já ultrapassam 14 milhões de pessoas.

A direção golpista do banco se manifestou negando os dados em relação aos números de trabalhadores demitidos, mas tudo mundo sabe que a política dos banqueiros de demissões não é de hoje, negam as demissões apenas para confirmar que vai ter demissões usando a política sistemática dos banqueiros de encobrir tais medidas. A filial brasileira do banco, de origem espanhola, é que tem mais lucrado nos últimos períodos onde o banco atua no mundo inteiro. No ano de 2019 obteve um lucro de nada menos do que R$ 14,5 bilhões, só no primeiro semestre de 2020, mesmo com a crise da pandemia do coronavírus, lucrou R$ 6 bilhões. Tais números revelam tal justificativa para as demissões não tem o menor fundamento, já que o banco é o que tem mais lucrado no último período, lucro esse que é fruto do trabalho dos seus funcionários.

Na verdade o que está por trás da transferência das atividades de call center e telemarketing é a política dos banqueiros em substituir funcionários que percebem um salário um pouco melhor por novos funcionários terceirizado com salários miseráveis, sem direitos garantidos no Acordo Coletivo da categoria bancária, etc. isso se houver novas contratações já que a política dos banqueiros é diminuir a quantidade de funcionários e sobrecarregar os que estão empregados.

A determinação dos banqueiros golpistas do Santander abre um precedente muito perigoso para a categoria bancária ao implementar a terceirização em todos as áreas da empresa. Tal medida escancara um dos objetivos do golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, que visa beneficiar os patrões, com a diminuição de custos nos negócios, beneficiando os grandes banqueiros e capitalistas, jogando milhões de trabalhadores na miséria ou em situação análogas à escravidão, como já estamos vendo no trabalho intermitente.

Os trabalhadores e suas organizações não devem aceitar a política do aprofundamento dos ataques dos banqueiros e de seu governo golpista onde meia dúzia de parasitas capitalistas lucram à custa da demissão de dezena de milhares de trabalhadores, do arrocho salarial de centena de milhares bancários. É preciso organizar imediatamente um movimento nacional dos bancários para barrar a ofensiva dos golpistas. Os sindicatos devem reabrir as suas portas imediatamente para que organize efetivamente a luta da categoria, nada de congressos e plenárias virtuais, que na atual situação não estão servindo de nada para essa luta. A direita reacionária, diante da política de um setor da esquerda que defende que os trabalhadores “fiquem em casa”, está avançando a passos largos com a sua política de liquidar com os direitos e conquistas da classe trabalhadora.

As direções sindicais dos bancários devem se espelhar nas manifestação que estão sendo realizadas pela população mais pobre das periferias, que estão indo às ruas pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas na luta contra a política fascista e genocida da burguesia.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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