Liquidação estatal
Nove funcionários foram demitidos sem qualquer justificativa
SAMU
Trabalhadores do Samu. | Andréa Rêgo Barros/PCR. Fotos Públicas.
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Trabalhadores do Samu. | Andréa Rêgo Barros/PCR. Fotos Públicas.

No dia 21 de janeiro deste ano em Feira de Santana, nove trabalhadores do setor de saúde, dentre eles médico, enfermeiros, técnicos e motorista, foram demitidos sem qualquer justificativa por parte da prefeitura. Além do absurdo em demitir funcionários do setor da saúde durante a pandemia de coronavírus, não houve o pagamento dos direitos trabalhistas. Um dos trabalhadores demitidos, uma enfermeira que não quis se identificar, afirmou que não recebeu qualquer informação sobre o motivo do desligamento, nem mesmo o pagamento da rescisão do contrato.

Ainda de acordo com trabalhadores que continuam trabalhando no SAMU, a sobrecarga de trabalho é uma constante. Mesmo antes das demissões, o quadro de funcionário já estava defasado. Com as demissões, essa situação ficará ainda pior. Já constam denúncias no Sindisaúde sobre a necessidade da contratação de mais trabalhadores. Mas claro, sabemos que nenhum governo de direita irá investir em saúde, menos ainda em saúde pública. O que deixa claro, que a propaganda feita durante a campanha é um escárnio. Mais uma das diversas promessas feitas em campanha que se esvaem, tão logo o cidadão é eleito.

De acordo com a prefeitura de Feira de Santana, os trabalhadores foram demitidos por incompatibilidade com a função. Algo no mínimo estranho, já que alguns desses trabalhadores demitidos já atuavam durante a gestão do prefeito reeleito Colbert Martins (MDB). O prefeito reeleito, inclusive, comprometeu-se durante a campanha a valorizar e garantir a qualificação dos profissionais da saúde. Assim como aconteceu no Brasil, a política municipal é um verdadeiro circo dos horrores. Os candidatos competem para ver quem mente mais para a população. Não há nenhum tipo de programa efetivo de combate a pandemia. Nem por parte do governo federal, ou dos governos estaduais e municipais.

A demissão de trabalhadores diante da emergência sanitária, no auge do coronavírus, é apenas um dos muitos exemplos que mostram o motivo do país estar atualmente com mais de 230 mil mortos, número esse sabidamente subnotificado. Os governos de direita, longe de serem efetivos no combate a pandemia, estão no poder para atender os interesses dos capitalistas. Diante da crise econômica, a única política a ser levada por esses setores é de ataque aos trabalhadores, para garantir o lucro dos bancos e da burguesia.

Diante desse cenário, não há possibilidade de aliança com a direita. Já está claro que qualquer tipo de frente ampla com esses setores, que tem como programa matar o povo de fome ou doente, levará inevitavelmente os setores de esquerda para a ruína. É dever dos sindicatos e das organizações populares, mobilizar os trabalhadores para uma luta efetiva, nas ruas, contra todos os golpistas. Nada de aliança com setores que atacam o povo.

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