Crise
Alta da inflação atinge os mais pobres
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Inflação em alta não cobre nem alimentação e moradia da maior parte da população | Artur Luiz

Em meio a um golpe ainda em curso contra a população, desemprego nas alturas e crise causada pela pandemia do coronavírus, mas um elemento se soma para acabar com as condições de vida da população brasileira, a inflação, segundo estudos divulgados essa semana, atingiu os níveis mais altos dos últimos doze anos. Nos doze meses de 2020 ficou acima da taxa de 7,30%, só superado pelo ano de 2002, quando chegou as 25,31% no final do governo FHC.

O atual governo golpista de Bolsonaro e seu ministro Paulo Guedes, buscavam a meta de 4% de inflação este ano, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos no índice do IPCA, mas a alta foi muito maior do que se esperava, se analisado os itens de consumo das pessoas mais vulneráveis.

O índice do IPCA é usado pelo governo federal como índice oficial de inflação do Brasil. Portanto, ele serve de referência para as metas de inflação. O cálculo é feito pelo IBGE, que faz um levantamento mensal, em 13 áreas urbanas do País, de, aproximadamente, 430 mil preços em 30 mil locais. Compara-se os preços com os preços do mês anterior, resultando num único valor que reflete a variação geral de preços ao consumidor no período. Ou seja, o IPCA mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumida pela população. O resultado mostra se os preços aumentaram ou diminuíram de um mês para o outro.

A cesta é definida pela Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF, do IBGE, que calcula o que a população consome e qual o custo dos itens consumidos para o rendimento familiar: arroz, feijão, passagem de ônibus, material escolar, saúde, lazer etc. Levando em conta a variação de preços, bem como o peso que eles têm no orçamento familiar do trabalhador.

Outro índice que mede a taxa de inflação é o INPC corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor. A sigla IPCA corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

A grande diferença entre eles é que o IPCA engloba uma parcela maior da população. Ele aponta a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 e 40 salários-mínimos. Já o INPC verifica a variação do custo de vida médio apenas de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários-mínimos. Esses grupos são os mais atingidos pela alta dos preços, já que gastam todos seus rendimentos para compra de itens básicos, como alimentação, medicamentos, transporte, inclusive, se privando de vários deles devido à política de terra arrasada como a que se segue no Brasil.

Em 2020 a alta de preços foi imensa, e não se refletiu nos cálculos do IPCA, que acusou somente 1,34% desde janeiro, já que a população mais vulnerável a alta inflacionária esta abrangida no cálculo do INPC e não é base de cálculo usado pelo governo.

A população brasileira mais pobre sentiu a perda do poder de compra, o impacto da inflação no valor de itens alimentares e moradia, como o aluguel foi imenso. Os dados apontaram que entre janeiro e setembro, as famílias com renda abaixo dos R$ 1.650,50 sentiram um aumento de 2,5% na média dos preços. As famílias com renda superior dos R$ 16.509,66 viram os preços subirem em torno de 0,25%. A inflação para a parte mais pobre dos brasileiros este ano foi 10 vezes maior.

Isso se explica porque a inflação atingiu itens de primeira necessidade, que não impactam a renda de quem ganha mais, porém para os mais pobres compromete todo o salário. Existe ainda serviços que foram barateados para os que tem maior renda, promovendo uma economia razoável, como hospedagens, passagens aéreas entre outros.

O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), lançou um boletim, no qual mostra que considerando os alimentos para domicílio, a alta foi em média 9,2% até setembro. Alguns produtos subiram ainda mais e ficaram acima da inflação em 2020:

Arroz: 41%

Feijão: 34%

Leite: 30%

Óleo de soja: 51%

Com um salário-mínimo na faixa de R$ 1.045,00 por mês fica impossível manter o nível de vida, com alimentos e moradia custando tão caro, levando-se em conta o caso das pessoas que ainda estão empregadas, já que o desemprego e as consequências da contaminação do coronavírus tornam tudo muito pior.

O governo Bolsonaro e parte da esquerda pequeno burguesa se vangloriam da renda do auxílio emergencial no valor de R$600 reais, mas a grande realidade é que esse valor, não paga nem um aluguel. É não ter nenhuma noção de que todas as pessoas têm as mesmas necessidades básicas para suprir.

O ano de 2021 não apresenta nenhum sinal de melhora, a política de Guedes e Bolsonaro e colocar toda a conta da crise econômica nas costas dos trabalhadores, não haverá recuo do governo e de seus aliados golpistas, a menos que seja por uma mobilização real para suprir as necessidades do povo.

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