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A eleição mais democrática seria entre Lula e Bolsonaro

Pacto com o imperialismo

Saída de Salles indica acordo de Bolsonaro com o imperialismo

Saída de Salles mostra que Bolsonaro está disposto a negociar com imperialismo termos para uma convivência pacífica.

O ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. – Foto: EVARISTO SA/AFP

A notícia política nacional que pautou não apenas as capas dos principais veículos da imprensa burguesa, mas também as discussões no seio da esquerda, foi a saída do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Novo).

Entretanto, dentro do regime capitalista, especialmente sob um governo direita (e golpista), nada deve ser comemorado. Para o lugar de Salles, Bolsonaro e sua gangue colocarão Joaquim Álvaro Pereira Leite, um ruralista do tipo mais agressivo possível.

Mais do que simplesmente uma mudança de nomes, a saída de Salles indica uma adaptação do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro à política imperialista. Nada mais do isso. Cabe lembrar que quem manda na política do governo ainda é o fascista Bolsonaro. Pereira Leite é apenas um nome de consenso entre o imperialismo e a burguesia rural do Brasil. O novo ministro anunciou até mesmo que manterá a mesma equipe de Salles.

Desde sua posse, o governo Bolsonaro tem como ponto de atrito com o imperialismo a questão ambiental. Apenas para relembrar alguns fatos, Emanuel Macron (presidente da França) e Joe Biden (ainda durante campanha presidencial) afirmaram que fariam sanções ao Brasil caso este não “cuidasse” da Amazônia. Entretanto, isso não passa de cortina de fumaça.

A questão ambiental no Brasil pouco tem a ver com o impacto ambiental, mas com questões econômicas. Excluída a demagogia, apenas o que resta é a luta pela terra.

O ponto alto das queimadas na Amazônia e no Pantanal brasileiros ocorre exatamente nos momentos em que a relação entre Estados Unidos e China se deteriora durante o governo de Donald Trump.

Como é sabido, os Estados Unidos são o maior produtor de soja do mundo e o grande fornecedor do produto à China. No momento que os chineses decidem retaliar as ações norte-americanas, abre-se uma demanda de soja a outros produtores. Aí está o Brasil.

O Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo. Produção esta que é monopólio dos grandes latifundiários.

Dada a abertura de um “novo mercado”, os latifundiários brasileiros viram a necessidade de aumentar sua produção para atender a demanda chinesa. Todavia, devido aos custos de investir na melhoria tecnológica e no melhor uso dos recursos, utilizou a expansão da área agriculturável como opção. À parte dos latifundiários, as demais terras agriculturáveis do país estão nas mãos dos pequenos camponeses, indígenas ou fazem parte da Floresta Amazônica.

As queimadas na Amazônia e no Pantanal, além do aumento da violência no campo, tem um motivo meramente econômico e não ideológico. Os Estados Unidos e os demais países imperialistas, estão nem um pouco interessados na “saúde do planeta” ou na conservação de biomas. Seus interesses se dão em pressionar economicamente a China.

Como a soja é uma das bases da alimentação chinesa, o imperialismo tenta criar uma pressão interna dentro do país de maneira a criar diversas distrações para o governo chinês através da escassez de produtos ou aumento dos preços. Esta política se soma ao financiamento de movimentos separatistas em Hong Kong e ao suporte às aspirações de independência de Taiwan.

A pressão imperialista sobre Bolsonaro no teor do meio ambiente, tem como objetivo impedir que a burguesia nacional firme ainda mais acordos com a China.

Os chineses vêm, nas últimas décadas, firmando uma série de acordos com países atrasados, ocupando um vácuo que antes era ocupado pelos países imperialistas. Em outras palavras, a China aproveita a janela de oportunidade gerada pela crise capitalista nos países imperialistas para aumentar sua esfera de influência em todo o mundo “atrasado”.

Com relação ao Brasil, o imperialismo tem como obstáculo a incapacidade de criar uma alternativa burguesa a Bolsonaro. Por isso, realiza diversas tentativas de “domá-lo”, seja através de forte propaganda, seja por ações de seus agentes dentro do parlamento brasileiro, como a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19.

Entretanto, o que ocorre é que Bolsonaro consegue manobrar muito bem a situação. Principalmente pelo fato de que consegue impedir a criação de um adversário pela direita. Deste modo, Bolsonaro se coloca como único representante viável para a burguesia e o imperialismo contra o representante da classe operária, Lula.

Também deve ser levado em conta que Bolsonaro utiliza o aparelho do Estado para manter-se no poder. Isto fica claro em como conseguiu ganhar, com uma facilidade imensa, as presidências de ambas as casas no Congresso Nacional, além de tornar a CPI um verdadeiro onanismo intelectual.

O fato de Bolsonaro conseguir lidar com a situação, todavia, não o torna imune a ter de fazer acordos com o imperialismo. A saída de Salles já era “pedra cantada”. Bolsonaro, na cúpula do clima, já havia acenado uma “mudança” na sua política de meio ambiente. Isto quer dizer, que ele já estava disposto a negociar uma convivência pacífica com o imperialismo.

A saída de Salles não é, de modo algum uma vitória, mas uma oportunidade de Bolsonaro fazer demagogia com a política de meio ambiente em um momento que é pressionado tanto pelos indígenas (que estão mobilizados em Brasília) quanto pelos gigantescos atos que estão a ocorrer.

A incapacidade do imperialismo de criar uma opção do seu agrado para 2022 e ser, em alguma medida, refém de Bolsonaro, abre uma oportunidade para a classe trabalhadora. A polarização política criada entre Bolsonaro e Lula mobiliza os trabalhadores do campo e da cidade, um fator chave para a derrubada de Bolsonaro, seus ministros e do golpe de Estado permanente que vive o Brasil.

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