Análise na TV 247
Na análise política na TV 247, o Rui Costa Pimenta analisa as eleições bolivianas, as eleições nos Estados Unidos, a questão do 5G e a polêmica em torno do caso Robinho
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AP 247 - tela de espera
O programa ocorre toda terça-feira, as 16:00hrs | Foto: reprodução

Nesta terça-feira (20/10) ocorreu a tradicional Análise Política na TV 24, com o companheiro Rui Costa Pimenta. Os temas mais comentados da análise sobre os acontecimentos da semana foram as eleições bolivianas, as eleições nos Estados Unidos, a questão do 5G e a polêmica em torno do caso Robinho. Sendo o tema principal, que deu título ao programa, a situação na Bolívia, onde a esquerda ganhou as eleições em meio à crise do golpe de Estado dado em 2019. Este artigo tem como objetivo fazer uma resenha sobre o programa que foi ao ar ao vivo ontem, como em toda quarta-feira. 

Bolívia: Recuperação da democracia? 

No início, Rui Costa Pimenta faz um balanço da questão eleitoral na Bolívia. Nas eleições que ocorreram neste domingo (18/10), o candidato do MAS (Movimento ao Socialismo) Luis Larce ganhou as eleições bolivianas em meio ao golpe de Estado e sobre diversas ameaças de manobras e fraude. Rui analisou os diversos aspectos da situação política boliviana. Principalmente no que se refere à posição dos grupos políticos golpistas e o fator da mobilização da população.   

A intervenção sobre o caso boliviano contou com uma elucidada explicação. Durante a análise, Rui colocou o problema do porquê a direita golpista aceitou o governo de Arce depois de tanto esforço para aprofundar o regime golpista na Bolívia. Acrescentou a esse problema os casos da Argentina e do México, onde se percebe uma movimentação de tolerar governos de esquerda extremamente moderados que servem como uma contenção da crise política. Suscitou que em ambos os casos existem a formação, em tempos distintos da luta política, de uma Frente ampla entre setores da esquerda mais enraizados no regime burguês e a própria direita golpista.  

O companheiro Rui durante a análise colocou que o acordo foi um acordo forçado pela situação, e que a pesquisa de boca de urna que colocava o candidato do MAS como vitorioso sinalizava esse acordo. A posição da direita golpista, tanto da direita tradicional, como da extrema-direita, também foi levada em consideração para fazer a análise dos fatos. Segundo Rui, havia uma defensiva tanto de setores da direita golpistas para reconhecer o candidato da esquerda como vitorioso, como foi o caso de Carlos Mesa, o artífice da derrubada de Evo Morales, que declarou que não iria legitimar o governo até a vitória formal, mostrando sua tendência a manobras políticas para destituir a esquerda antes mesmo da vitória. Os partidários do fascismo, que foi um dos exércitos do golpe, principalmente no que se refere aos métodos tradicionais do fascismo (espancamento, sequestros, incêndios, ameaças, etc.), ainda não se manifestaram politicamente. Mostrando que eles procuram uma independência da direita tradicional.  

Rui concluiu que nada disso que está acontecendo seria possível sem a mobilização popular das massas, que foi subestimada pela direita e também pela esquerda, por isso a renúncia relativamente fácil de Evo no golpe de 2019. 

5G: uma ameaça aos monopólios da tecnologia 

De passagem, após uma pergunta sobre a razão do boicote a empresa chinesa que produz o 5G, Rui colocou a questão que todo boicote é, não para ver quem espiona quem, mas que a empresa fabricante da tecnologia do 5G coloca em risco todo monopólio da tecnologia mundial. Não é uma “briga entre potências”, como tenta mostrar o pensamento liberal, mas uma luta econômica entre um setor minoritário que ameaça o controle do mercado mundial com algo da maior importância; que é o setor da tecnologia.  

A crise na eleição norte-americana 

Foi analisada também a questão das eleições que ocorrem nos Estados Unidos. Foi comentado o papel de Biden e Trump, onde Rui aponta que Biden (Democratas) é muito pior para os países atrasados do que Trump. Nessa eleição, quem representa o setor mais bélico do imperialismo norte-americano é o setor do imperialismo “democrático”; é este setor que coloca pressão para invasão da Venezuela, por exemplo. Rui dá a analogia de que nos Estados Unidos está acontecendo o que aconteceria no caso de um avião que tem seu piloto ausente, sendo Trump o condutor secundário do imperialismo.  

A polêmica em torno do caso Robinho 

Na conclusão da análise, foi levantado a questão do caso Robinho. Onde Rui explicou que a campanha sobre o caso vem sendo orientada pela Rede Globo. Não há nenhuma consideração da esquerda pequeno-burguesa do porquê, as razões, dessa campanha. E que não se trata de uma defesa de Robinho em si.  Que acaba sendo fundamentalmente, duas coisas: a defesa de um clima de histeria em defesa do linchamento e do recrudescimento do aparato repressivo do Estado capitalista, onde o que está colocado na campanha é fortalecer a polícia e o judiciário. Inclusive, o clima de histeria, aponta Rui, é para ofuscar o debate do problema da mulher e focar na questão do linchamento. A campanha do PCO é uma defesa dos direitos democráticos, contra a tendência fascista de colocar o conteúdo de determinado crime acima dos direitos da população. 

Para acompanhar todo o debate da Análise política, assista o programa retransmitido pela Causa Operária TV. 

 

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