Sabotagem econômica aumenta: imperialismo quer confiscar as reservas internacionais da Venezuela

fmi

A política de intervenção imperialista não conhece limites quando se trata de sabotar a economia venezuelana. Após o bloqueio econômico liderado pelos EUA, o governo da Venezuela busca meios de aliviar a escassez de bens de consumo causada pela impossibilidade de importações.

Em mais um ataque à soberania venezuelana, o FMI bloqueou o acesso a quase US$ 400 milhões em direitos especiais de saque (SDR), impedindo que o país tenha acesso a suas próprias reservas internacionais. A justificativa seria o caos gerado com a suposta “crise de liderança”, desde que Juan Guaidó se auto-proclamou presidente e foi reconhecido por países imperialistas e seus aliados.

Os diretores do FMI e Banco Mundial estariam de prontidão para aliviar a crise na Venezuela, porém a questão da liderança estaria no caminho, questão essa que os próprios países que controlam esses órgãos criaram ao reconhecer Guaidó como presidente da Venezuela, parte da sabotagem interna para derrubar Maduro.

Outras investidas desse tipo já vinham sendo usadas contra o governo de Nicolás Maduro, quando, por exemplo, o Banco da Inglaterra se recusou a devolver barras de ouro, mantidas lá, que pertencem ao Banco Central da Venezuela, no valor de US$ 550 milhões, além de o país ter estimado em 15 bilhões de dólares ativos congelados pelos Estados Unidos da Citgo, filial norte-americana da PDVSA, petroleira estatal venezuelana.

O sufocamento da economia é o principal ataque contra o população da Venezuela, e tem por finalidade levar o povo à miséria, tornando impossível que Maduro se mantenha no governo. É uma afronta direta aos trabalhadores, deixando claro que o povo não tem o direito de escolher seus próprios representantes na democracia capitalista, e que se o fizerem e tentarem resistir, sofrerão consequências nefastas.