Auto-defesa
Contra as crescentes provocações da OTAN, a Rússia vem modernizando seus equipamentos militares
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Um dos estádios da Copa do Mundo de 2018 fica em Kaliningrado, onde a Rússia reforçou suas defesas | Foto: Roscosmos/Fotos Públicas

Kaliningrado é um território russo entre a Polônia e a Lituânia, anexado à União Soviética no final da Segunda Guerra Mundial. De enorme importância estratégica, além de ser o ponto mais ocidental da Rússia tem saída para o Mar Báltico, abrigando a Frota do Báltico da marinha russa.

A agência de notícias Sputnik registrou que as fronteiras ocidentais da Rússia, ou seja Kaliningrado, com “super-tanques” armados com mísseis. A substituição dos antigos tanques T-72B1, fabricados na União Soviética, pelos novos T-72B3M está prevista para ser concluída até o final de 2021. Esses veículos podem ser usados não só para combater tropas e equipamentos terrestres, mas travar combates contra navios de guerra e até helicópteros.

A manobra defensiva vem em resposta às crescentes ameaças do imperialismo levadas a cabo a partir da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Desde sua origem, a OTAN vem avançando progressivamente ao redor do território russo.

Para se ter uma ideia, a famosa “crise dos mísseis” em Cuba entre EUA e URSS ocorreu após a instalação de mísseis balísticos estadunidenses na Itália e na Turquia. Com o fim da URSS, a OTAN participou de uma série de manobras militares em antigas repúblicas soviéticas como na Bósnia e na Iugoslávia, que sofreram não só intervenções políticas mas também intensos bombardeios que redesenharam o mapa europeu.

Entre 1999 e 2004, a OTAN avançou na cooptação de países que haviam participado do Pacto de Varsóvia com a URSS, como Polônia e Hungria, formando um verdadeiro cerco militar à Rússia. No começo do século XXI, a OTAN foi acionada pelo governo George W. Bush na invasão ao Iraque. Alguns anos depois, atuou abertamente na destruição da Líbia. Ambos países seguem desestabilizados politicamente e abrigam diversos movimentos terroristas.

O ano de 2020 marcou o sexto ano seguido de aumento de gastos militares dos países europeus da OTAN, junto com o Canadá. Em maio, navios de guerra da OTAN (três destroyers estadunidenses) realizaram manobras militares no mar de Barents, fronteira marítima russa, onde opera sua Frota Setentrional. Isso não ocorria desde os anos 1980.

Em setembro, dois aviões de reconhecimento P-3 da OTAN foram interceptados pela Rússia na região de Kaliningrado. Esse foi apenas um dos casos de interceptação defensiva realizados esse ano. Em meio aos protestos direitistas na Biolorrússia, os EUA conduziram exercícios militares na Estônia. É importante ter em conta que a suposta “agressividade” dos russos não passa do exercício legítimo de auto-defesa.

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