Rússia: o apagão na Venezuela foi causado a partir do exterior

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Da redação – O corte de energia elétrica no último dia 7, que causou um apagão na Venezuela, foi causado por um ataque no sistema eletrônico das principais centrais de eletricidade do país, a partir do exterior, conforme apuração do governo da Rússia.

“O setor de energia elétrica da Venezuela foi alvo de ataques a partir do estrangeiro”, denunciou a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (15).

O que ocorreu foi uma “ação complexa a distância” contra o sistema de comando das principais centrais elétricas da Venezuela, cuja grande parte de equipamentos foi fabricada no Canadá, país envolvido na pressão política e diplomática que faz parte do golpe de Estado e da intervenção imperialista na Venezuela.

“Todos os algoritmos de operação e pontos vulneráveis dos equipamentos desses esquemas foram bem reconhecidos pelo organizador direto da agressão”, revelou Zakharova.

A Rússia, principal aliada e uma das maiores defensoras do governo legítimo do presidente Nicolás Maduro, tem um dos mais capacitados (senão o mais capacitado) serviço de inteligência do mundo, melhor mesmo do que os dos países imperialistas.

De acordo com investigações na Venezuela, a sabotagem na rede elétrica se deu em três fases: o ataque cibernético ao sistema computadorizado da empresa CORPOELEC na central hidrelétrica de El Guri por parte de um grupo de hackers, a fim de derrubar toda a rede; uso de aparatos móveis com frequências elevadas para derrubar as comunicações e reverter os processos de recuperação; e queima e explosão direta de subestações e estações elétricas.

O ataque afetou 18 dos 23 estados da Venezuela (mais de 70% do território nacional) e a situação só foi normalizada na última terça-feira (12), embora muitos dos serviços ainda estejam sendo restabelecidos aos poucos.

Ontem, a direita realizou um novo atentado contra uma instalação vital na Venezuela. Tanques de armazenamento de petróleo foram incendiados na Faixa Petrolífera do Orinoco, a maior reserva de petróleo do mundo. Os tanques incendiados têm capacidade para 80 mil litros de petróleo.

Esses dois ataques dentro de uma semana evidenciam a determinação do imperialismo de simplesmente destruir a Venezuela, atentando contra instalações fundamentais sem as quais o país não funciona em seu cotidiano. Trata-se de uma verdadeira guerra terrorista do imperialismo contra o povo venezuelano.