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Da redação – A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, denunciou que a lei marcial decretada pelo regime fascista da Ucrânia impôs uma ditadura militar que irá perseguir e reprimir ferozmente a população ucraniana.

“O exército ucraniano recebeu poderes exclusivos, incluindo o uso extra-judicial da força, que impõe um sério perigo, como um conflito civil que pode engolir o país inteiro”, disse, em declarações à imprensa.

A lei marcial foi decretada na segunda-feira (26) pelo presidente Petro Poroshenko, após aprovação do parlamento (dominado pela extrema-direita, assim como todas as instituições do país).

Ela instaura, na prática, uma ditadura militar, que durará 30 dias, oficialmente. A lei se estende a dez regiões do país, como toda a fronteira com a Rússia, a fronteira com a Moldávia na região da Transnístria e as zonas do Mar Negro e Mar de Azov.

Com a lei marcial, o governo pode suprimir os direitos constitucionais da população e o exército passa a controlar a legislação. Entre os direitos cassados, estão a liberdade de expressão e de imprensa, a liberdade de reunião e circulação e a possibilidade de fechamento e ilegalização de partidos e organizações políticas.

O pretexto de tudo isso é a captura de três navios de guerra ucranianos por parte da Rússia no domingo (25), quando cruzavam o estreito de Kerch (entre a Península da Crimeia – reanexada pela Rússia em 2014 – e a Rússia continental), sem avisar às autoridades russas e, portanto, sem autorização.

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