Rússia denuncia “ajuda humanitária”

Russian President Putin meets with his Venezuelan counterpart Maduro outside Moscow

A farsa da ajuda humanitária americana enviada à Venezuela foi denunciada pelo governo russo nessa sexta-feira, como “um pretexto para uma ação militar. A porta-voz da diplomacia russa, Maria Zajarova, afirma que a bem intencionada política americana, trata-se de uma estratégia dos EUA e seus aliados na OTAN, para armar a oposição venezuelana. O governo americano que já age militarmente na região, posicionando soldados e equipamentos nas fronteiras do país latino.

A afirmação é baseada na existência de informações de que empresas norte-americanas e aliados dos Estados Unidos na OTAN estudam a compra de uma importante quantidade de armas de grosso calibre, lançadores de granadas e munições de um país do leste da Europa, com o objetivo de entrega-las para as forças de oposição da Venezuela. O envio de mantimentos foi classificado por Zarajova como “uma perigosa provocação, de grande magnitude, inspirada e dirigida por Washington”, criando “um cômodo pretexto para uma ação militar”. O apoio da Rússia estar ao governo Maduro, revela uma intensa crise do imperialismo.

Assim como o governo russo que apoia o governo de Nicolás Maduro, mantendo reuniões para abordar a crise no país, a China também questiona a chamada ajuda humanitária, como um fator que poderia desencadear um conflito com graves consequências, de acordo como Geng Shuang, porta-voz do ministério de Relações Exteriores chinês. Aliados da Venezuela, Rússia e China fortaleceram suas relações comerciais em 2018, por meio de acordos bilaterais, para a recuperação da economia do país sul-americano,Na última quinta feira, 22, cerca de  7,5 toneladas de medicamentos e material médico enviados pela Rússia, chegaram ao país.

A dominação política internacional do imperialismo vem se enfraquecendo, com os anos. É por isso que os golpes de Estado se fazem, cada vez mais necessários. Maduro recusa a ajuda americana, considerada um pretexto para uma invasão militar à Venezuela e subsequente golpe para tirar o chavismo do poder. O presidente venezuelano,  ordenou o fechamento da fronteira terrestre com o Brasil e avalia fazer o mesmo na da Colômbia. O opositor Juan Guaidó  fixou para sábado (23), a entrada de ajuda de outros países na Venezuela, “de uma forma ou de outra”.