Rússia 2018 – Resultado previsível: imperialismo faz da França a campeã mundial de futebol

France v Croatia - 2018 FIFA World Cup Russia Final

A vigésima primeira Copa do Mundo terminou neste domingo com mai uma seleção européia levantando a taça de campeão mundial de futebol, a exemplo do que ocorreu em 2006 (Itália), 2010 (Espanha), 2014 (Alemanha) e agora em 2018 com a França.

A seleção francesa – um time composto por jogadores afro-europeus – derrotou a Croácia pelo placar de 4 x 2, sem mostrar ao mundo o mérito e/ou a qualidade que se espera de um campeão mundial. Dentro das quatro linhas, a Croácia foi superior aos franceses, com mais volume de jogo, posse de bola e ofensividade. O primeiro tempo foi inteiramente da Croácia, que propôs o jogo e partiu para cima da França.

No entanto, o primeiro gol foi do time francês, que se aproveitou de uma tentativa do atacante croata Mandzukic em cortar uma bola e teve a infelicidade de cabecear para o próprio gol. Não pode deixar de ser registrado que a falta que originou o gol francês foi inexistente, não ocorreu. Para ver isso, essa irregularidade, o árbitro de vídeo – o famigerado VAR – não entrou em ação, não registrou a ausência da infração que acabou determinando a abertura do placar. Esse mesmo recurso eletrônico, todavia, estava com olhos bem abertos no segundo gol da seleção francesa, assinalado numa cobrança de pênalti, depois que o mesmo árbitro de vídeo “enxergou” um toque de mão completamente involuntário de um jogador da Croácia dentro da área. A marcação da penalidade máxima foi decisiva para o desfecho da partida, pois colocou a França a frente d marcador. Uma flagrante parcialidade do “olho eletrônico”, que não por coincidência esteve, em várias partidas da competição mundial, sob o comando do italiano Massimiliano Irrati, junto com outros árbitros da Itália, compatriotas do presidente da FIFA, Gianni Infantino.

E assim terminou a primeira etapa, com a vitória parcial da França por 2 x 1. Na segunda etapa, a Croácia voltou sem conseguir imprimir o mesmo ritmo do primeiro veloz do primeiro tempo, sentido o desgaste das três partidas anteriores em que decidiu a passagem para as demais fases na prorrogação. Era visível o cansaço dos croatas no segundo tempo. A França se aproveitou dessa circunstância para em duas jogadas fortuitas de ataque, decidir o jogo a seu favor e assegurar a conquista o título.

Aos sete minutos do segundo tempo, a partida foi interrompida em função da invasão de campo. Em uma rede social, a banda russa punk, Pussy Riot – que se autointula feminista e de “oposição” ao regime do presidente Vladimir Putin (que estava no estádio para as cerimônias de premiação e encerramento do evento) – assumiu a autoria do protesto.

Portanto, o título de campeão mundial conquistado por um país europeu pela quarta vez consecutiva é o coroamento de todo um plano e uma estratégia dos pretensos “donos do planeta”, o imperialismo mundial, que se vale de todos os estratagemas e artimanhas  para impor sua política de agressividade e ataque contra os povos oprimidos de todo o mundo. Para os que lutam em defesa dos povos oprimidos e pela emancipação da humanidade, a vitória da França não se afigura como nenhuma novidade. Seria uma tremenda ingenuidade acreditar que os organizadores do maior evento futebolístico mundial, aliados do imperialismo e das forças políticas e econômicas mais reacionárias e retrógradas permitiram a conquista do título mundial de futebol por uma nação que está fora do círculo hermético e fechado das nações potências do planeta.

A conquista do título mundial pelos franceses na Copa da Rússia foi, dessa forma, apenas mais um episódio no enfrentamento entre exploradores e explorados, apenas mais um capítulo na história da luta de classes mundial, apenas mais uma etapa da agressão imperialista contra os povos oprimidos em todo o mundo.