Rui na TV 247
A perseguição política ao ex-presidente Lula foi o principal assunto da Análise Política desta semana. Às ruas pela defesa dos direitos políticos de Lula!
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Rui Costa Pimenta no 247 | Análise Política na TV 247
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Rui Costa Pimenta no 247 | Análise Política na TV 247

Em mais uma Análise Política na TV 247, Daiane Santos entrevista o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, que analisa os temas políticos mais importantes do momento.

No programa de 9 de fevereiro, o companheiro Rui falou sobre o “problema Lula”, as eleições de 2022, o governo Bolsonaro, bem como criticou a esquerda pequeno-burguesa, suas vacilações e intenções nada populares. Abaixo está um resumo com alguns dos principais momentos.

Começando pelo problema do “Fora Bolsonaro”, Rui disse que a maior parte da esquerda atrela o problema à falta de disposição da maioria parlamentar em discutir o tema. Rui classificou essa visão como “muito limitada” e lembrou a renúncia do Collor enquanto o impeachment acontecia no Congresso.

“No começo do processo, a esmagadora maioria da Câmara era contra o impeachment. O impeachment foi resultado da mobilização popular. As pessoas saíram às ruas, começaram a fazer protestos, manifestações e tudo o mais e isso forçou o Congresso Nacional a aprovar o impeachment. Então, pensar que você só pode colocar um problema político se houver maioria no Congresso Nacional por aquele problema é uma maneira extremamente limitada de ver o problema”, disse Rui.

Rui criticou a parcela da esquerda que alimenta ilusão de que os parlamentares poderão mudar algo no país para melhor. O mesmo Congresso que aprovou medidas totalmente anti-populares e ajudou na derrubada da ex-presidenta Dilma. Para Rui, não podemos esperar nada de bom do Congresso Nacional.

Sobre a questão das eleições, Rui explicou que os partidos políticos estão muito integrados ao regime político. Tanto os partidos de esquerda quanto os de direita. “Eles se tornaram praticamente um apêndice do Congresso Nacional, das Assembleias Estaduais, das Câmaras Municipais. A gente vê isso muito claramente. A grande preocupação da maioria da esquerda é de renovar, perpetuar essa situação. Então [eles dizem]: a eleição é um momento muito importante – para garantir aquela posição que ele tem. É uma espécie de corrupção política que o regime, dito democrático, da burguesia, opera em geral”, analisou Rui.

Rui ainda analisou que as eleições são muito artificiais, principalmente as eleições estaduais e municipais, visto que são feitas por meio de um aparato e uma população muito passiva. Falando da esquerda europeia, o presidente do PCO ainda disse que lá essa dedicação às eleições é ainda mais profunda. Portanto, a esquerda se mantém numa “teia de aranha” das instituições. “É uma esquerda institucional. Esse é o problema que estamos vendo aqui”, disse Rui.

Sobre a doação que o governo Joe Biden fez ao Maranhão de um hospital de campanha, Rui lembrou que Biden, um dos autores do golpe de 2016 – porque o atual presidente dos EUA cuidava desses assuntos durante o governo Obama –, roubou centenas bilhões do Brasil e agora devolveu uma migalha. Trata-se da mesma política adotada na África, aonde o imperialismo rouba toda a riqueza da população e enviam alguns missionários com medicamentos e alimentos. “É uma política de um cinismo inacreditável”.

Rui ainda classificou como um “apoio ao imperialismo” o elogio que o governo do PCdoB no Maranhão fez ao governo norte-americano. “É mais uma manifestação do grotesco da política nacional. Se o PCO fosse governo lá rejeitaria isso daí. Até porque é uma ajuda totalmente demagógica”, disse Rui.

Sobre a fala de Fernando Haddad sobre o Lula ter dito que a campanha deveria iniciar já, “colocando o bloco na rua”, Rui disse não saber o que de fato ocorreu nos bastidores mas, analisou o que foi mostrado ao público até aqui. Para Rui, houve uma falta de senso de oportunidade, visto que Haddad aparece no pior momento possível para a lava-jato e os processos fraudulentos contra Lula. “Acho que o PT deveria falar o seguinte: é preciso a militância sair à rua para derrubar os processos da lava-jato. Malhar o ferro enquanto ele está quente. Então, a notícia do Haddad aparece exatamente no momento em que o PT deveria estar dando a mensagem oposta, deveria estar falando dos direitos políticos do Lula”, disse Rui.

Sobre Fernando Haddad, Rui o classificou como um pequeno-burguês que não tem fidelidade à nada a não ser a si mesmo. Analisando socialmente a questão, Rui disse que o pequeno-burguês é facilmente atraído pela burguesia pela sua própria natureza de classe. Haddad nada mais seria que um professor universitário burocrata sem lastro social.

Questionado sobre os milhões de votos que Haddad teve, Rui foi enfático ao dizer que os votos eram do Lula, assim como os votos da Dilma Roussef foram do Lula. “Se o Lula não apoiasse o Haddad, inclusive na eleição para prefeito de São Paulo, ele seria até hoje uma pessoa totalmente desconhecida”, disse Rui.

Respondendo uma afirmação de que o STF jamais devolverá os direitos políticos de Lula, Rui explicou que somente a luta poderá forçar o STF a fazer isso. É assim que funciona a luta política. “A questão central do momento seria sair às ruas e exigir que todos os processos contra o Lula, todos, fossem extintos, declarados nulos como se nunca tivessem existido”, opinou Rui Costa Pimenta.

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