Rui no 247
O tema central da primeira Análise de 2021 foi o apoio do PT a Baleia Rossi (MDB) para presidência da Câmara dos Deputados.
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Rui Costa Pimenta participa toda terça-feira às 16h. | Análise Política na TV 247.

De volta à Análise Política na TV 247, o companheiro Rui Costa Pimenta analisou diversas questões políticas de alta relevância e comentou sobre o apoio do PT ao candidato pupilo de Michel Temer, Baleia Rossi. Além das eleições na Câmara dos Deputados, também foram discutidos temas internacionais e muito mais.

Abaixo você encontra um resumo dos principais temas discutidos no programa desta terça-feira que foi apresentado por Leonardo Attuch.

Ontem, dia 4 de janeiro, completou um ano do assassinato do general iraniano Qassem Soleimani pelo imperialismo norte-americano. Attuch perguntou se esse evento ainda terá consequências no futuro. Rui explicou que, a diminuição recente da intensidade da situação no Oriente Médio é somente uma calmaria antes da tempestade. Na opinião do presidente do PCO, em 2021 as coisas tendem a esquentar muito, por um lado por causa da mudança do governo dos Estados Unidos, por outro, por conta da crise econômica. Sobre essa crise, Rui lembrou que o Oriente Médio foi o continente que mais foi afetado com a explosão da crise de 2008, com a Primavera Árabe. Trata-se de uma região muito frágil, economicamente.

Sobre a questão dos Estados Unidos com novo governo, Rui pensa que será um ano de muita “turbulência política e econômica” com a direita fazendo uma oposição radical ao governo e com Biden não resolvendo nenhum problema sério que existe na atual situação.

O problema do fim do auxílio emergencial foi outro tema abordado. Attuch pergunta se estamos perto de um agravamento da crise econômica, à beira de uma recessão ou depressão. Rui explicou que a ajuda dada pelos governos aos industriais e especuladores foi muito superior à ajuda que deram à população e essa ajuda à população foi por dois motivos: evitar uma crise social muito grande e evitar um colapso da economia capitalista por falta de dinheiro para consumo, o que acabaria na falência do topo da pirâmide da economia mundial que são os bancos.

Do ponto de vista do povo, a crise social parece ser inevitável em vários lugares do mundo, principalmente no Brasil. Rui deixou em dúvida se os capitalistas calculam que a vacina pode devolver empregos e conter a crise ou se eles possuem alguma outra estratégia que não está bem clara ainda.

“Estamos caminhando para um cenário parecido com o que havia ao final do governo FHC. Potencialmente pior. (…) Nos últimos 40 anos tem havido uma desagregação gradual da situação da população. A situação não pior e melhor logo depois, ela tem momentos em que há um alívio, porém do ponto de vista geral ela vem piorando. Hoje em dia a população brasileira é muito mais pobre no seu conjunto do que era 30 anos atrás”, comentou Rui.

Continuando, Rui disse que a situação de explosões sociais, como as que ocorreram no Chile e nos Estados Unidos, estão se aproximando no Brasil. Uma solução seria uma mobilização popular geral pela substituição do governo. O PCO está falando isso há dois anos. Alguns falam em esperar até 2022, porém não sabemos como chegaremos em 2022. “Não é simplesmente o Bolsonaro, é a política da burguesia que está fracassando”, arrematou Rui.

“O arrocho de Temer era para evitar a situação de falência do Brasil, porém não adiantou. A dívida está totalmente fora de controle. É preciso dar uma solução para isso e não assistir passivamente, como vem acontecendo com a esquerda nos últimos dois anos, enquanto o país está se desintegrando. A situação é muito grave”, opinou Rui.

Sobre o tema principal do programa, o apoio do PT ao Baleia Rossi na Câmara, Rui disse se tratar de uma influência de uma ala ampla direitista dentro do PT, foi uma pressão exercida por deputados e demais elementos direitistas dentro do PT. São pessoas que veem este como um primeiro passo para a concretização da frente ampla para as eleições presidenciais de 2022. Para justificar o injustificável, criou-se uma farsa, pois um pupilo do Michel Temer, como é o Baleia Rossi, não irá lutar por nenhuma defesa de nenhuma democracia.

Trata-se de um apoio aos golpistas que derrubaram o governo do PT em 2016. Um golpe operado pelo imperialismo mundial para atendimento de seus interesses, destruição de empresas nacionais, prisão de Lula etc.

Sobre os argumentos da presidenta do PT, Gleisi Hoffman, de que o PT teria compromisso com o Brasil e, portanto, precisaria ocupar os espaços oferecidos, Rui falou que isso é uma fantasia e que se trata de ter um cargo ou outro na mesa da Câmara, somente isso. É uma aliança com a direita, que é maioria no Congresso, para se ganhar alguma esmola, num dado momento uma indicação para ser relator em algum projeto, ou presidir alguma comissão.

Usando uma imagem bíblica, Rui mencionou a história do filho primogênito que trocou a primogenitura por um prato de lentilhas. “A política do PT é essa daí. O PT troca a luta por se transformar em liderança da oposição à direita e ao golpe de estado por uma micharia que é uma posiçãozinha ou outra no Congresso. E os deputados do PT querem fazer parte da corriola direitista. Eles querem ter uma atividade parlamentar normal e os interesses populares não tem a menor importância para ninguém.

Rui comentou os argumento da Gleisi Hoffman de que esse negócio no Congresso é um jogo fechado, com forças da definidas onde não há como mudar a posição. Rui explicou que essa é uma concepção errada do parlamento. O parlamento é, em tese, uma representação popular e, portanto, a atividade parlamentar deveria se dirigir, não simplesmente aos deputados, mas ao povo.

Rui explicou que não existe unanimidade dentro do PT sobre esse apoio ao Baleia Rossi. Rui citou que a militância do PT em dois estados publicou abaixo assinado, na maioria dirigentes de base, contra esse acordo. A Dilma Rousseff se posicionou contra. O Lula não disse nada, ou seja, na pior das hipóteses, o Lula se omitiu sobre esse acordo.

Rui explicou que, se a direita não conseguir uma alternativa viável ao Bolsonaro, eles não apoiarão o PT, eles irão com o Bolsonaro para 2022. Isso é algo muito claro, esses direitistas de dentro do PT estão trabalhando a favor desse esquema da direita para 2022.

Rui voltou a explicar a importância, que o PT não dá, de um partido político realizar o trabalho de educação política. O apoio do partido ao pupilo de Temer, o vice-presidente que deu o golpe, é algo totalmente desmoralizante para aquele cidadão que lutou contra o golpe e que ouvir os petistas dizerem que havia um golpe de estado contra o povo e contra o país.

“Muita gente que está falando que o PT está certo. e que tem que apoiar o Baleia Rossi, na hora em que a população votar no Baleia Rossi ou no Bolsonaro – por achar que Bolsonaro é mais inimigo do Baleia Rossi do que o próprio PT – vão dizer que a população é gado, não sabe votar, o povo é burro. Trata-se de um problema da população ou dos partidos políticos que deveriam mostrar o caminho para a população? O caminho é fazer uma candidatura presidencial junto com o Baleia Rossi, o DEM e o PSDB? Esse é o caminho que eles estão mostrando, de unidade com essa gente. Ao invés de mostrarem que essa gente está destruindo o país. Não se trata de um política popular, é uma política de salão, de corredores”, finalizou Rui.

A respeito da dicotomia criada por aqueles dentro do PT que apoiam os acordos do partido com a direita golpista, Rui foi questionado por Attuch dos motivos que levam o presidente o PCO a afirmar que os neoliberais do DEM, MDB e PSDB são piores, em termos políticos, do que o tal fascismo bolsonarista. Por quê, então, que a direita “limpinha e cheirosa” que é chamada de “centro” seria pior do que o demônio fascista do Bolsonaro?

Rui explicou que, quando houve o golpe e a eleição de Bolsonaro, havia uma dúvida sobre o motivo da burguesia (incluindo aí burguesia empresarial e seus representantes políticos) ter colocado Bolsonaro no poder. Era para adotar uma política de força extrema contra os trabalhadores? Durante o governo Bolsonaro ficou claro que não. Que, apesar de Bolsonaro estar alinhado com a política de confronto da burguesia para com o povo, ele era apenas um candidato improvisado. A burguesia não deu a ele carta branca para estabelecimento de um governo fascista. Portanto, Bolsonaro só pode ir adiante no seu projeto fascista com o apoio da burguesia. Com o temor da esquerda por Bolsonaro, a burguesia tratou logo de apresenta-lo como um espantalho e, dessa forma, conseguir o apoio da esquerda.

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