Rui no TV 247: não libertarem Lula demonstra que estamos em uma ditadura

rui 247

Da redação – Hoje às 16 horas,  o companheiro Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, voltou ao debate presencial ao vivo na Análise Política com o jornalista Leonardo Attuch na TV 247. Os dois, que são jornalistas de profissão, debateram a última ação arbitrária do juiz Sérgio Moro, anulando decisão do juiz em plantão que cedeu habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso político pela Operação Lava Jato.

Rui disse que no embate pela liberdade de Lula, Moro, contra um juiz que segue minimamente a lei, deixou claro a situação de ditadura em que vivemos, onde, um grupo de pessoas está mantendo Lula preso sem provas por cima da Constituição. Esse grupo no Supremo Tribunal federal (STF), disse com essa ação: Lula não vai ser solto e pronto! Mostraram também para os advogados que não importa a lei, se está ao seu lado, não vale nada frente ao salario que estão recebendo do imperialismo para destruir o país.

O dirigente operário afirmou que diversos juristas denunciaram o fato e que o conflito de competência declarado por um dos juízes golpistas não existe. Isso também anula as diversas calúnias contra o PCO de “teoria da conspiração” sobre a operação imperialista para destruir as empresas nacionais.

Há uma grande desmoralização do STF, que agora acarretar a “crença” de 0% da população nas instituições burguesas. Os golpistas controlam as instituições num jogo sem regras, ou melhor, onde o juiz apita para “os seus”, e sendo assim, o grande mérito dos advogados do Lula foi o de expor a situação que, neste caso, foi levado a cabo pelos deputados do PT. Esses méritos foram dois: primeiro, desmascarou para todos o caráter político da prisão do Lula, sem base jurídica real; e segundo, serviu também para aquele setor que está confuso sobre: “como resolver o problema”, e escancarando que não vai se resolver assim. Isso tudo foi um atropelamento descarado, onde os golpistas demonstraram estarem sem medo de perder totalmente a aparência de legalidade para manter a situação.

Attuch mencionou o manifesto de juristas e advogados contra os golpistas que estão rasgando, além da constituição, o Código de Processo.

Sobre a viagem a Europa, Rui diz que os brasileiros que encontrou demonstraram gostar de morar lá, porém, é aparente haver insatisfação, racismo velado, no que se diz a crise do sistema capitalista. O racismo e preconceito leva a uma pressão muito grande contra os imigrantes, e Rui deu o exemplo de um rapaz Turco que dividiu assento no trem e foi assediado.

Sobre o embate político das forças brasileiras, o companheiro do PCO alegou que esse racha dentro do país acontece entre a burguesia nacional e a burguesia pró-imperialista, onde, Gilmar Mendes, Celso de Melo e outros no STF, escancaram esses interesses da burguesia nacional sendo pressionados pelos partidos do golpe imperialistas, perdendo dinheiro junto aos seus “amigos” os grandes capitalistas.

Afirmou que devemos aceitar que não há plano B, pois Haddad não tem essa polarização que Lula tem e muitos não votariam nele, votando nulo. A única alternativa realista é manter Lula e sem ele votar nulo, pois é “Lula ou nada”. Uma outra questão sobre isso, aconteceu nos debates na Europa, onde a mesma tendência eleitoral apareceu em algumas declarações, sendo demonstradas pelo dirigente que não adianta criar ilusões “em quem você quer votar”. O preço dessas ilusões é alto para a derrota, devemos ser materialista, analisar a situação bem, visto o que se deu nas eleições da Europa que colocaram a direita no poder.

Sobre o controle institucional, existe uma pressão extrema-institucional, onde a imprensa está fazendo grande pressão e, finalmente, o desembargador foi ameaçado por militares e direita fascista. Denunciou que Sérgio Moro nunca deveria ter se metido nesse processo, não tem direito, foi um desacato, e deixou claro que não é um juiz (imparcial). Até mesmo o STJ negou habeas ao Lula, e tudo isso gerou um choque de realidade na classe operária que saiu às ruas no domingo.

Reafirmando mais uma vez aos telespectadores “ciristas”, Rui disse que Ciro Gomes é o candidato preferido dos golpistas pois é o mais controlável na política de entrega das empresas e união da burguesia.

O PCO está convencido que devemos fazer campanha pesada para Lula, e que ele, enquanto presidente do PCO, não vai sair para o parlamento, vai continuar a denúncia do golpe em palestras, eventos e organizando atos à frente do partido. Dentro do parlamento há um jogo de cartas marcadas que não vai mudar assim fácil com eleições. Agora é um momento de apontar os interesses da classe operária, na Conferência Nacional Aberta, defender um programa contra a dominação imperialista. Essa burguesia nacionalista e golpista, não tem “complexo de vira-lata”, como dizem alguns erroneamente, mas sim, são servos dos capitalistas estrangeiros, não se sentem brasileiros pois não são, e, como na África, na Índia, organizam a morte do povo pela submissão total, pela colonização e atualmente a escravidão economica.

A final, por que um país com todo esse potencial está em tal miséria ? A resposta vemos na entrega da Petrobrás, Eletrobras, Amazônia, Embraer e o Aquífero Guarani, o que responde os ataques da Globo contra o 247, dizendo que seus fundamentos sobre a crítica a “ótima parceria” da Boing com a Embraer, não tem fundamento. Qual país entregaria tal reserva gigantesca de água ? Isso é um crime. 0

A medida que a população, a intelectualidade, os partidos de esquerda, vão percebendo que o jogo do imperialismo está sendo feito aqui como colônia, a ficha uma hora cai de vez e a consciência se eleva mais rápido. Os fatores materiais levam a condição insustentável, criando um sub-governo, onde a classe dominante local faz de tudo para os trabalhadores não aceitarem que tem um potencial imenso, como no Brasil.

O brasileiro deu no séc. XX deu diversas demonstração de seu avanço de luta, de caráter operário e com Lula então, esse caráter do governo nacionalista apareceu de maneira profunda como em outros momentos. Isso vem da contradição profunda que o país tem, um capitalismo atrasado mas que chegou a perto de 1 km da fronteira dos países desenvolvimento mas sempre é sabotado, por conta disso há esse profundo desenrolar de lutas e do sentimento nacionalista. Nós, um partido socialista, não apoiamos o Brasil a classe operária dos EUA, somos solidários pois são explorados pelo imperialismo em seu próprio país. É assim que se deve ser visto o sentimento nacionalista.

Nós estamos vivendo um colapso do sistema, e se ele se concretizar, haverá a rebelião dos oprimidos, da classe proletária, como os países capitalista também estão em crise; EUA, Japão, Inglaterra e etc. Putin saiu como grande vitorioso dessa guerra, o Hesbola conseguiu uma maioria eleitoral com seu exército, e no Brasil tem tudo a ver com problema nacional, piois, mais do que o problema democrático contra os trabalhadore, é exatamente o que os golpistas dizem lutar contra: a corrupção. O assalto ao povo brasileiro está escancarado e é uma pilhagem como nunca antes na história.

O próprio Lula disse que não sairia de Curitiba e por isso precisamos de uma grande manifestação popular, pois o panorama é positivo, ao contrário do que parece na imprensa burguesa, sendo comparável a crise da ditadura, onde há uma guerra dentro do STF – que sempre teve concordância de alguma forma ou de outra – que hoje discordam em diversos pontos, dimensionando o tamanho da crise atual. É preciso chamar um grande congresso popular e organizar a Greve Geral, pois a situação a cada dia que passa se torna mais favorável para a ação popular.

Segue a entrevista na íntegra: