Live das 5
Todas as quintas às 17h Rui Costa Pimenta comenta os principais assuntos do momento. O debate deste 10/12 também teve a participação do professor Alysson Mascaro e está imperdível!
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Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO | Foto: Reprodução

Mais um programa Live das 5 foi realizado nesta quinta-feira (10) com a participação do presidente do PCO Rui Costa Pimenta. Apresentado por Leandro Fortes, também teve a participação do professor Alysson Leandro Mascaro.

Abaixo estão alguns dos principais temas discutidos no programa do DCM, que ocorre toda quinta-feira às 17h.

 


 

Capitalismo

Mascaro iniciou o debate dizendo que o sistema capitalista cria a ilusão de que ele é equilibrado e que arbitra entre o capital e o povo. Mas que isso é uma mentira e que ele serve somente ao capital. Também citou o problema da vacina da Covid-19 dentro do sistema capitalista em que tudo precisa ser comprado e onde a saúde é tratada como mais um produto a ser vendido.

Rui concordou com a fala introdutória e corroborou dizendo que o sistema capitalista é dominado por uma classe social e que é uma ilusão pensar que haverá um equilíbrio no que diz respeito à satisfação das necessidades. “No regime capitalista a população sempre vai estar vivendo à míngua e não vai conseguir nada”, grifou Rui.

Rui falou que estamos numa época de total decadência do capitalismo e a política da burguesia é a de destruição em massa, uma destruição como nunca antes aconteceu na história da humanidade. Sobre a vacina, Rui chamou a atenção para o fato de que uma vacina é algo muito simples de ser produzido e já faz um ano que a burguesia não consegue nenhum tipo de união em torno de criar a cura, ao invés disso, estão disputando quem irá vacinar a maioria da população e lucrar com isso.

“A pandemia foi uma demonstração permanente aqui e fora daqui de selvageria total e de incapacidade do capitalismo de lidar com uma coisa simples, porque isso daqui não é um bicho de sete cabeças. Não tem mistério encontrar uma vacina para determinado vírus, no entanto, nesse momento na Europa nós estamos atravessando o período de maior mortalidade. Na Itália e na França já se fala em terceira onda do coronavírus. Olhem a incapacidade, a incompetência, a falência do sistema”, afirmou Rui.

Leandro fez um questionamento sobre qual a forma correta para que ocorra uma mudança do sistema político com a realidade que nós temos agora, ou seja, a burguesia unida e uma esquerda fracionada.

O professor Mascaro citou a queda tendencial da taxa de lucro, uma lei do capitalismo que significa que ele sempre terá dificuldade em manter o nível de acumulação, precisando expandir, criar novos mercados, espoliar, privatizar etc. Também citou a influência cultural que a burguesia exerce na população e na classe operária e citou a importância da esquerda exercer uma influência na consciência do povo na mesma proporção que a direita faz.

 

Eleições de 2022

Sobre a conciliação com a burguesia nacional, Leandro Fortes afirmou que é impossível que ela dê bons frutos para a população e mencionou que o PCO propõe uma frente de luta de esquerda em torno da campanha de Lula para as eleições de 2022. A questão do entrevistador foi se as eleições não serão uma repetição trágica da história, assim como anteriormente com o PT no governo.

Rui Costa Pimenta disse que os governos nacionalistas da América Latina, incluindo o PT no Brasil foram concessões da burguesia para acalmar a situação que estava efervescente em todo o continente. No Brasil de hoje, temos um golpe de estado, o que faz com que a luta principal seja pelos direitos democráticos. Esse golpe impediu que o ex-presidente tenha seus direitos políticos, por se tratar da ameaça principal ao golpe de estado.

“Nossa posição é puramente política. Não é uma posição ideológica no sentido de que o Lula é uma solução para o Brasil. Mas que o caminho que a luta de percorrer é o caminho da luta contra o golpe e isto passa por defender os direitos políticos do Lula, que ele seja candidato etc”, disse Pimenta.

O presidente do PCO fez um contraponto à fala de Alysson Mascaro afirmando que a luta ideológica não pode ser feita com o conjunto da população, o capitalismo impede isso. “Mas deve ser feita com uma parte dessa população que é mais suscetível às ideias e à luta de ideias e, com esse setor, organizar uma força combatente para derrubar o capitalismo, senão eu acho que não é viável”, conclui Rui.

Leandro comentou sobre a retirada de R$ 40 bilhões no orçamento do ano que vem para a saúde, consequência da PEC do teto de gastos vigente no país. Considerando o momento crítico que estamos vivendo, Fortes pergunta: “Podemos fazer uma analogia com o momento de guerra que precedeu a revolução russa de 1917? Um momento tão grave e caótico da sociedade que este seria o momento da revolução brasileira”?

Mascaro responde afirmando que a luta é material, ou seja, contra a materialidade do capital, do seu braço armado que o defende e contra o estado, com o qual exerce o controle político, econômico e social. Portanto, deve se ter ciência de que a luta deve se dar no campo material, retirando o capital do capitalista e dando tiro contra o braço armado do capitalismo. O professor fez uma ressalva ao afirmar que é preciso ter um horizonte, um sentido claro de direção, sem a qual nossa luta não terá sentido. Haveria apenas mortes dos dois lados.

Alysson fez um alerta afirmando que, em meio à crise atual, chegará um momento em que a burguesia irá sugerir, ao invés da revolução – sangrenta, trabalhosa, radical –, um governo mais “cheiroso”, mais bonzinho, que irá fazer algumas benesses para o povo. Ou seja, seria uma reforma que atrasaria a revolução, única tarefa que mudaria de modo estrutural a situação política do país. Ele citou a estatização dos bancos como uma reforma que teria um impacto no sentido revolucionários, ao contrário de perfumarias como a construção de ciclovias ou reciclagem de sacolinhas, por exemplo.

Antes de iniciar a série de perguntas do público, Rui expressou satisfação pela coincidência de pontos de vista com o companheiro Alysson Mascaro. A primeira pergunta respondida foi sobre as finanças dos partidos políticos. Rui foi enfático ao opinar, dizendo que devemos ser totalmente contra a ingerência do estado nos partidos. Se for dinheiro público, o partido deve prestar contas desse dinheiro, mas a vida do partido deveria ficar fora do âmbito do estado.

“No Brasil os partidos foram estatizados gradativamente nos últimos 20 anos. Partidos estatizados não são verdadeiros partidos. O partido só é um partido de verdade se ele é independente. Ele é um entidade da sociedade civil, ele não é parte do estado”, arremata Rui.

Sobre a disputa das vacinas, Rui disse que a vacina da Pfizer foi fornecida às pressas para fazer frente principalmente ao russos e aos chineses. Trata-se de uma guerra comercial e política que está acontecendo.

Sobre a religião, o presidente o PCO disse que é uma forma de controle ideológico, assim como diversas outras atividades culturais, científicas e filosóficas que servem para controlar determinados setores da população.

Sobre a maneira de contrapor a imprensa burguesa, Pimenta afirmou que a única solução é criar uma imprensa própria e independente. Os casos que temos hoje em dia são de canais como o DCM e o 247 que são criações que não são de partidos políticos, o que demonstra a grave falha na política desses partidos. Uma reforma que impulsionaria uma enorme luta política no país seria o fim das concessões de rádio e TV e a socialização para que universidades, sindicatos e outras organizações tenham seus próprios meios de comunicação. O que acontece no Brasil é que algumas famílias tem um privilégio enorme e possuem o monopólio da comunicação.

Alysson Mascaro fez um alerta sobre a possibilidade de, em um breve período de tempo, as redes sociais de esquerda sejam banidas pelo imperialismo e sugeriu que o DCM e todos os canais de esquerda independentes e de partido façam uma cópia das plataformas de difusão de informação para um outro local que não o Google, Youtube e Facebook. Segundo o professor Mascaro, dentro dos próximos 10 anos isso deverá acontecer.

Sobre o aparecimento de pessoas novas falando abertamente sobre marxismo, Rui disse ser este um sinal da crise capitalista. “Esses jovens youtubers estão muito verdes e tem uma série de ideias que não são efetivamente marxistas”, relata Pimenta.

Rui Costa Pimenta divulgou um curso de formação política que será realizado pelo PCO em janeiro com cerca de 20 aulas sobre a questão do stalinismo, onde tratará da história do fenômeno bem como fazer uma análise crítica deste de um ponto marxista e revolucionário. Que o leitor pode se inscrever clicando aqui

Veja a íntegra do Programa aqui:

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