O ex-presidente Lula da Silva se reúne com as bancadas do PT no Senado e na Câmara (Valter Campanato/Agência Brasil)
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Da redação – Na última colocação de extrema importância do presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta, na Analise Política da TV 247, o experiente dirigente explicitou aos telespectadores os porquês de lutar nas ruas contra as ameaças dos militares, pois as ameaças não param de aumentar e as eleições serão completamente fraudulentas.

Foram enviadas duas perguntas interessantes lidas por Attuch. Primeiro, Ricardo Carvalho perguntou: “se as forças armadas estão fazendo aproximações sucessivas?” E, ao mesmo tempo, o telespectador Gildemar dos Passos Lula questionou: “a vitória do 13 não coloca o golpe em xeque? A nova violência contra as urnas não potencializa a mobilização das massas?”

“Não. Mais provável que se Haddad tentar ser um presidente independente das Forças Armadas, coisa que a gente não viu em lugar nenhum no Brasil hoje, que foram os militares que praticamente tiraram Lula das eleições – e ninguém denunciou isso, quer dizer, apenas o PT tirou uma nota -, então os militares estão com a ‘faca e o queijo na mão’ e é mais provável que se ele tentar ser independente não vai governar. 
E sobre a possibilidade de guerra civil, logicamente que a luta de classe no Brasil tende a se acirrar, e é por  isso que eu acredito que a burguesia está trabalhando com seu plano para não permitir que o PT seja eleito. Eles rasgaram todas as leis possíveis e imagináveis para tirar Lula da disputa, porque eles sabiam que com ele na disputa a situação chegaria a uma situação explosiva, e isso poderia causar o caos. Já com Haddad a história é outra. 

Quando o povo brasileiro quis fazer algo, nunca foi pelas eleições, e sim, pelas mobilizações revolucionárias das amplas massas. É muito difícil quebrar essa situação rígida, de ditadura judicial, com uma suposta vitória eleitoral. A ditadura caiu por conta das massas nas ruas, milhares de pessoas lutando e colocando a burguesia na defensiva.”

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