Rui Costa Pimenta: “PCO fará uma das maiores campanhas da sua história pela liberdade de Lula”

A crise do governo golpista de Jair Bolsonaro tem se intensificado a cada dia. Os vassalos do imperialismo revelam suas inúmeras contradições internas. Enquanto isso, cresce a insatisfação e a repulsa popular, sobretudo após a criminosa imposição da reforma da previdência do Chicago Boy, Paulo Guedes, e o pacote anticrime de Sérgio Moro. Uma nebulosa tempestade se forma, os ventos já arrastam o que antes era imóvel. Mas e agora, que fazer?

Acompanhe a Análise Política da Semana apresentada por Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, e que vai ao ar todos os sábados às 11h30 da manhã, com uma análise dos principais acontecimentos políticos e saiba como intervir de maneira resoluta em prol dos interesses da classe trabalhadora.

O trecho abaixo foi tirado de uma das Análises Políticas da Semana e serve de farol para o entendimento das questões políticas fundamentais que se apresentam no cenário atual.

Segue abaixo:

“Estamos organizando uma nova onda de campanha em defesa do Lula com inúmeros materiais. Temos a pretensão de fazer uma campanha com maior envergadura do que aquela feita até agora, com: cartazes, panfletos, jornais, utilização de redes sociais, outros materiais de campanha e tudo mais. Nós consideramos que o problema da prisão do Lula é um aspecto central da situação política. Já achávamos isso no começo do golpe, quando em 2016 foi realizado o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. Na sequencia falamos que o grande problema do golpe era o próprio Luiz Inácio Lula da Silva. Não adiantava dar um golpe e deixar que a pessoa de maior popularidade política concorresse as eleições logo na sequência. Isso seria um contrassenso. A burguesia golpista precisava eliminar o ex-presidente da república do cenário político para fechar institucionalmente o golpe; o que foi feito pelos golpistas. Eles envolveram toda a população numa operação extremamente fraudulenta. A ausência do ex-presidente da republica nas urnas por uma série de manobras jurídicas extremamente ilegais, condenação sem provas, cassação dos direitos eleitorais e políticos do Lula à margem da constituição e da lei. Por uma série de coisas absolutamente fraudulentas eles conseguiram eleger um candidato que, num primeiro momento, muita gente ficou impressionada achando que o candidato tinha um grande apoio popular; o que no momento nós falamos que não era verdade e que 2/3 da população não tinha votado nesse candidato. E nesse momento nós estamos vendo aqui, já, precocemente, o governo num verdadeiro atoleiro. Para se manter e aprovar determinadas propostas profundamente antipopulares, o Bolsonaro teve que revelar que ele é na verdade uma reedição do governo Temer com bastante mais ferocidade. É um governo Temer com cara de Pit Bull, mas é o mesmo charco político. É a mesma turma que desde 2016; na verdade, sempre domina a política nacional. O governo se enfiou numa série de crises e estamos vendo agora que o apoio dele é um apoio instável. Nós do PCO acreditamos que um dos aspectos centrais da intervenção política no próximo período é a luta pela libertação do ex-presidente Lula. E que esta luta não é simplesmente uma questão de convicção, nem simplesmente uma luta da ultima trincheira antes de ser derrotado pelo exército inimigo, mas acreditamos tem um aspecto essencial para a situação política pelo seguinte: mesmo estando preso, o Lula é o polo oposto do atual governo do país e, num certo sentido, do regime político ditatorial que se está implantando no Brasil. Não há como fugir do problema de que, a medida que o governo Bolsonaro ataca o povo, aumenta a miséria do país, o que é inevitável com a política que ele apresenta. A medida em que essa política encontra uma série de obstáculos e uma ampla resistência popular, o polo de poder se desloca para a carceragem da policia federal em Curitiba. É inevitável que isso aconteça. Existe, logicamente, um esforço político de vários setores, no sentido de tentar criar outros polos artificiais; por exemplo: do ponto de vista de um setor da burguesia que procura se apresentar como esquerda, principalmente o Ciro Gomes e existe a tentativa de fazer o próprio Ciro Gomes o polo oposto. O que seria um artificialismo, porque ele não é o polo oposto. É apenas uma tentativa de deslocar o polo real de oposição que se manifesta na pessoa do ex-presidente Lula, para uma figura artificial, uma manobra para envolver, manipular a população, e desfazer, de fato, a tendência à polarização política que existe no país. Essa polarização ora sobe, ora desce, mas ela está sempre presente desde o momento que começou a ser organizada o golpe de Estado. Ela foi provocada pela própria direita, pela própria burguesia, e ela vem se acentuando, o que é uma coisa natural. Então, nós consideramos a luta pela libertação do companheiro lula, uma luta que diz respeito ao próprio desenvolvimento da política nacional.

Ouça o trecho da Análise Política da Semana na íntegra: