Rui Costa Pimenta, na COTV: A greve geral do dia 14 contra Bolsonaro
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Rui Costa Pimenta, na COTV: A greve geral do dia 14 contra Bolsonaro
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A Análise Política da Semana é apresentada todos os sábados, as 11h30 da manhã, pelo companheiro Rui Costa Pimenta, Presidente do PCO, e trata dos principais acontecimentos políticos nacionais e internacionais da semana. Na análise do último sábado, 8 de junho, Rui fez a análise das manifestações e de como organizar o dia 14 de junho.

“A situação política está marcada pelos atos públicos que ocorreram e o chamado à greve geral, uma paralisação geral de um dia que está prevista para o dia 14. Essas mobilizações são o centro da situação política, não refletido na imprensa capitalista, mas essa é a realidade. O ato do dia 15 de maio desestabilizou de uma maneira mais concreta o governo Bolsonaro, que já vinha perdendo gás há um tempinho, com sucessivas quedas de popularidade e os atos subsequentes comprovaram a tendência de desenvolvimento das mobilizações.

Depois do ato do dia 15 tivemos o ato do dia 30 e a marcha da maconha que embora não tenham sido do mesmo tamanho que o dia 15, eles mostraram essa tendência ao desenvolvimento da situação, por exemplo, a marcha da maconha que em geral é pequena esse ano foi relativamente grande, ou seja, há uma tendência das pessoas a protestarem. O que está relacionado à situação do governo Bolsonaro, a situação anterior, a fraude eleitoral e ao fracasso do próprio governo Bolsonaro principalmente na área econômica que leva toda situação para um momento crítico e agora nós temos aí a mobilização do dia 14.

Essa mobilização já tem muitas indicações de que vai agrupar todas essas tendências ao protesto e tende a ser uma mobilização muito grande em escala nacional, elevando inclusive o patamar das mobilizações que q gente viu ate agora. A mobilização, a luta ativa, o protesto contra o governo Bolsonaro estão visivelmente numa linha ascendente, esse é o problema central da situação política, pois devemos definir o caráter da situação e a orientação a ser seguida.

No miolo da discussão nos temos o problema da orientação política geral, alguns setores dizem que as mobilizações não têm um caráter político geral. As pessoas saíram as ruas dia 15 pois estavam preocupadas com a educação e dia 14 irão pelo problema da previdência, o que é totalmente falso. As mobilizações têm uma ligação muito estreita entre elas, são a mesma mobilização, o mesmo processo de luta e visivelmente o que unifica esse processo de luta é o fato de a população estar se chocando de uma maneira cada vez mais intensa com o governo Bolsonaro.

Nós verificamos que, apesar da esquerda se negar a reconhecer, a palavra de ordem mais popular das manifestações é o FORA BOLSONARO. Essa avaliação não é feita com base na leitura do jornal, o que acontece com muita gente da imprensa progressista, da esquerda, mas é uma avaliação que nós fazemos com base no contato com as pessoas dentro das manifestações, conforme o companheiro descreveu aqui, nós imprimimos um adesivos de Fora Bolsonaro e nós podemos dizer, pra resumir o problema, que o pessoal briga pra conseguir esse adesivo na manifestação, não tem ninguém que rejeite, todo mundo quer, todo mundo é a favor do fora Bolsonaro, com exceção das direções da esquerda que teimam em negar essa possibilidade.

Esse problema continua sendo um debate central já foi dito antes, mas temos que dizer novamente pois está chegando uma nova onda de mobilizações no dia 14 e nós temos que estabelecer claramente qual a relação entre essa palavra de ordem fora Bolsonaro e o desenvolvimento da mobilização.”

Segue o link do trecho transcrito https://youtu.be/vhYRmYOhtos