Rui Costa Pimenta explica: “o que fazer daqui em diante?”

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Rui Costa Pimenta conclama a frete única de esquerda, porque o enfrentamento com Bolsonaro virá e precisa ser preparado.

Acompanhe aos sábados 11:30h (horário de Brasília) as Análises Políticas do PCO, com o companheiro Rui Costa Pimenta.

Temos a discussão esdrúxula de se o Bolsonaro é não fascista. Eu echo que uma pessoa que vai na televisão, como ele foi, e declara que apoia abertamente a tortura… Se ele não é fascista então a gente precisa encontrar um nome peculiar para o Bolsonaro.

Bolsonaro é um defensor ideológico da tortura. Eu já conheci gente que torturou mas não defendia a tortura ideologicamente, como faz Bolsonaro. Ele fala que a esquerda brasileira vai para a cadeia ou para fora do país, uma declaração que o próprio Mussolini poderia ter dado.

Lógico, a presença do Bolsonaro da presidência da república não transforma o regime automaticamente em fascista. Mas a presença dele cercado de 10 generais expressa uma ameaça muito grande da extrema direita contra o povo. Nesse sentido a gente não deve fazer uma discussão acadêmica para saber se Bolsonaro é ou não fascista. Nós temos que ver os acontecimentos que estão se desenrolando diante dos nossos olhos.

Se a esquerda não formar uma frente única contra isso, se nós não formarmos comitês de luta em todos os lugares para mobilizar os trabalhadores, eles vão passar como um trator pela classe trabalhadora brasileira.

Há motivo para mobilizar? há uma alavanca para mobiliar o povo? Sem dúvida, nós vimos isso na greve dos professores. é muito simples. Você quer trabalhar até morrer de esgotamento e de fome, ou ter uma visa minimamente normal? Essa é a opção que tá colocada pro povo brasileiro. É daí que vem a luta. Mas nós temos que nos preparar, nós temos que ter a confiança de que a situação vai evoluir para um enfrentamento e esse enfrentamento tem que ser preparado”