Neste sábado (14)
Uma análise para a ação política
2019.07 I Conferência Aberta dos Comitês
Rui Costa Pimenta fala à I Conferência Aberta dos Comitês. 21/07/2018: Arquivo DCO |

Neste sábado (14), o companheiro Rui Costa Pimenta, presidente do PCO (Partido da Causa Operária) dará o informe político à 2ª Conferência Aberta dos Comitês de Luta. Será uma avaliação dos acúmulos do movimento da luta contra o golpe no último período e quais os rumos para o desenvolvimento da rebelião popular no Brasil!

Foi sob este chamado da rebelião popular que Rui Costa Pimenta fez durante a 1ª Conferência, em julho de 2018, quando afirmou:

“Este golpe de Estado só pode ser derrubado pela ação, pela rebelião do povo brasileiro… Nós só vamos resolver o problema do golpe, derrubar a ofensiva golpista, reacionária … se nós fizermos os golpistas entenderem a única língua no planeta Terra que eles entendem, a da força da mobilização popular!”

A 2ª Conferência é o resultado da experiência que o movimento da luta contra o golpe adquiriu de julho de 2018 a um dezembro de 2019, num momento de agonia do capitalismo mundial, diante do levante das massas por todo o mundo, da convulsão social na América latina, da greve geral na França, do enfraquecimento do governo Bolsonaro, da soltura de Lula, das tendências inflacionárias, diante de toda a crise que o Brasil atravessa.

Por isso os ativistas do País inteiro, que acompanharão o evento presencialmente ou através da COTV (Causa Operária TV no Youtube), podem esperar do informe político do presidente do PCO, o partido da luta contra o golpe, não um discurso retórico, mas sim um chamado à organização do levante do povo brasileiro contra todos os golpistas e o imperialismo.

Confira o discurso de Rui Costa Pimenta na 1ª Conferência:

Trata-se de reunir o setor mais ativo da militância da luta contra o golpe e discutir uma perspectiva de ação clara, para levar às organizações populares, às associações dos movimentos populares, às organizações que fazem a luta pela terra e principalmente aos sindicatos e aos partidos políticos da esquerda a perspectiva de unificação de todas as lutas em uma greve geral, colocando em segundo plano o problema eleitoral.

É uma atividade que tem o objetivo dar vazão ao desejo da esmagadora maioria da população de lutar contra os golpistas e seu regime, subordinar a questão eleitoral à questão da mobilização popular, não se adaptar ao cenário político tal como a burguesia imperialista quer, tal como a esquerda tem se adaptado, vide aprovação do pacote anticrime a aprovação da reforma da previdência em vários estados.

Portanto, a 2ª Conferência é um marco político importante neste ano de expressivas mobilizações no País. Servirá como um grande chamado aos ativistas, à população trabalhadora, aos movimentos de luta em geral, de que abriu-se uma situação onde a ideia de que o golpe de Estado será derrotado pela mobilização popular se transformou em algo concreto (inclusive com exemplos latino-americanos), imediato, e que, portanto, é preciso organizar esta proposta como uma questão central.

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