Rui Costa Pimenta: “a latente explosão social no Rio de Janeiro”

rui3

O programa Análise Política da Semana é apresentado por Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), todos os sábados, a partir das 11:30, no Causa Operária TV e na Rádio Causa Operária.

É um momento de análise e debate – com perguntas do público presente ao Auditório Frederich Engels, ou que acompanha pela internet – relacionados aos acontecimentos importantes que permeiam recentemente o cenário político nacional e internacional. Além disso, constituiu-se, nos últimos anos, em um meio de orientação para a esquerda em geral, para os movimentos sociais e para as organizações populares, que buscam clareza e direcionamento para a luta contra o avanço do Golpe de Estado no Brasil.

No sábado passado (dia 09/02), o companheiro Rui comentou sobre a crise política e social nas quais se encontra o Estado do Rio de Janeiro. Falou sobre o regime parlamentar no estado, que é dominado por políticos envolvidos com a máfia e o crime organizado, dos quais a família Bolsonaro e os bolsonaristas não fogem à regra.

“Um acontecimento grotesco que vai no mesmo sentido é que, no mesmo momento, foi eleita a mesa da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro, conforme vocês sabem, é um estado dominado por todo tipo de máfia criminosa. Ali, até os bolsonaristas, que dizem que são os “defensores da lei”, os “homens contra a corrupção”, foram apontados como sendo ligados às milícias que atuam impunemente em várias comunidades do Rio de Janeiro.”

Outro tema comentado pelo Rui foi sobre o poder paralelo que atua no estado, o poder paraestatal, que explora e impõe o terror de forma adicional sobre a população fluminense. A influência do poder paralelo chegou a tal ponto que a burguesia decidiu tomar uma atitude para que a situação voltasse ao seu controle. Uma das medidas tomadas pela burguesia local foi o uso da intervenção militar no Rio entre fevereiro e dezembro de 2018.

Além de servir para tomar de volta o poder político para as mãos do Estado, o uso das Forças Armadas serviu também para conter a tendência a explosão social no Rio de Janeiro. Uma tendência a explosão social decorrente da crise política e social que já duram alguns anos, e que tem resultado numa falência econômica do estado, com cortes de investimentos em diversos serviços essenciais à população, enfraquecimento da indústria e comércio local, cortes de pagamento aos servidores públicos, aumento do desemprego e da miséria, aumento da violência, etc.

“Então, quer dizer: no Rio de Janeiro predomina uma espécie de “estado dentro do estado”. É um estado onde a situação é muito complicada e onde a vida política cada vez mais está sendo dominada por forças paramilitares. Tanto que isso aí obriga, sistematicamente, a intervenção das Forças Armadas no estado para controlar a situação no interior da burguesia e controlar, ainda mais importante né, a tendência a explosão social que existe no estado do Rio de Janeiro.”

Ouça o comentário na íntegra acessando o link abaixo: