Rui Costa Pimenta: “A importância da Venezuela na luta política do Brasil”

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Rui Costa Pimenta, no programa Analise Política da Semana, mostra como a esquerda minimiza o problema da Venezuela por considerar, erroneamente, que as pequenas intrigas parlamentares são o centro da engrenagem política no Brasil.

“Nessa semana há uma questão internacional que é a ameaça de invasão à Venezuela. Queria começar explicando a importância desse problema para a luta política no Brasil. É importante insistir nesse assunto porque se nós tivermos a paciência de percorrer todos os sites de notícia na internet, da imprensa progressista, de esquerda, extrema esquerda ou como a gente quiser chamar; Vamos ver que o problema da Venezuela ocupa um lugar ultra secundário, tem mais discussão sobre a Damares do que sobre a Venezuela.

Esse fato revela uma incompreensão e um estado da situação política brasileira que nós devemos analisar. A incompreensão é achar que o problema nacional está desvinculado do internacional, em primeiro lugar; em segundo lugar, partindo-se dessa ideia de que está desvinculado, ignora-se a importância crucial para o desenvolvimento da luta política no Brasil, o que está acontecendo na Venezuela.

No Brasil nós temos uma luta contra um governo que imposto por um golpe coordenado pelo imperialismo, e que é completamente subserviente ao governo norte-americano. Quer dizer, numa grande medida a força desse governo está assentada no apoio que ele recebe do imperialismo, contra diversos setores de própria população brasileira. Se o imperialismo for vitorioso ou derrotado na Venezuela , isso vai ter um impacto enorme na situação da luta política daqui do Brasil.

Então, essa inconsciência da esquerda da importância dos acontecimentos internacionais não é gratuita, ela está presente dede o golpe, quando esta esquerda tentava relacionar o golpe a pequenas intrigas internas de caráter parlamentar. Essa concepção toma as disputas parlamentares como centro da engrenagem política, quando na verdade é um fator absolutamente secundário.”