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“O nosso tema de hoje é o balanço do primeiro turno das eleições. Que, num certo sentido é o balanço do processo eleitoral de conjunto. As eleições, como nós prevíamos, causou um desnorteamento muito grande na esquerda, principalmente naquela esquerda que participou mais ativamente da luta contra o golpe. Ele tem servido para desmobilizar, confundir e dispersar todo o movimento de luta contra o golpe. E aceitar uma política totalmente capituladora.

Para entender o resultado eleitoral, temos que voltar no tempo e restabelecer os fatos, a sequência dos acontecimentos e o desenvolvimento político até o presente momento. Nós temos visto que de dentro da eleição emergiu uma fantasiosa luta contra o fascismo. A gente não deve confundir a luta contra o golpe do PCO com essa “luta contra o fascismo”. Não é absolutamente a mesma coisa. O que estamos vendo é um fenômeno eleitoral, no qual as pessoas envolvidas estão achando que está tudo normal e que basta você impedir a eleição de um elemento excessivamente direitista para que a situação permaneça normal.

A “luta contra o fascismo” que está sendo posta é a ideologia da união nacional entorno das instituições políticas do atual regime.”

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