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Rui no 247

Rui Costa Pimenta: “a Anvisa é controlada de fora do país”

As questões mais relevantes do atual momento político do Brasil e do mundo foram discutidos no programa: vacina, Lula, CPI, 2022, entre outros.

Análise Política – Entrevista com Leonardo Attuch

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Nesta terça (27), Leonardo Attuch recebeu o presidente do PCO para mais uma Análise Política na TV 247. O programa está imperdível, com análises precisas do companheiro Rui fornecidos às ótimas provocações de Attuch. O programa vai ao ar toda terça-feira às 16h. Abaixo, um resumo de alguns temas discutidos.

A questão da vacina

O primeiro assunto da análise política foi a decisão da Anvisa de não autorizar importação da vacina russa Sputinik V. Um caso claro de pressão do imperialismo norte-americano para que o governo brasileiro não negocie com a Rússia. “Isso era uma coisa que era para estar nessa CPI. É uma pressão e a pressão a gente sabe o que é, é uma faca no pescoço onde você ou aceita ou sofre retaliações muito duras. É uma coisa monstruosa”, disse Rui Pimenta. A Anvisa é controlada de fora do país pelos interesses econômicos de grandes monopólios.

Sobre as vacinas já aprovadas pela Anvisa no país, a AstraZeneca é uma das que mais apresenta problemas técnicos mundo afora. A Sputinik foi aprovada e está sendo utilizada em vários lugares do mundo, ninguém sabe o que é que a Anvisa tem de tão rigoroso para reprová-la. Trata-se de um jogo econômico e político. Não há nada que diga que a vacina russa tenha grandes problemas, não há denúncias. “A proibição dessa vacina é uma barbaridade. Mostra que toda a operação (…) é criminosa e mostra a impressão digital do imperialismo na jogada. Eles não só seguraram as vacinas que havia para poder primeiro vacinar a população dos seus próprios países, como seguraram a russa para poder vender a deles enquanto os brasileiros morrem”, denunciou o analista.

Sobre o “romance secreto” entre Bolsonaro e Biden, é interessante que a esquerda não denuncie isso. A questão da pandemia, especialmente no caso da Índia, mostra claramente o problema da dominação imperialista. A situação dos indianos está se tornando bem pior que a brasileira porque o país não tem a vacina. O imperialismo rouba e mata aos milhões e devolve a conta gotas em forma de “doações humanitárias”.

A esquerda brasileira em parte colabora com o imperialismo e vive aguardando ordens vindas dos donos do mundo e outra parte não tem uma concepção estratégica da política e vive de políticas de pequeno voo, o que é insuficiente para tudo o que está acontecendo.

“A vacina não está proibida porque é russa, mas porque é preciso vender as vacinas das empresas imperialistas. É um problema de competição política e econômica internacional. É estranho que a vacina dos chineses não tenha sido perseguida, mas a operação contra a Rússia está de vento em popa”, comentou.

Enfrentamento imperialismo x Rússia/China

É claro que há um enfrentamento muito grande e o imperialismo está se reorganizando para possibilitar uma ofensiva contra os dois países. O The Economist faz um ataque muito grande contra Putin com uma matéria muito agressiva colocando o líder russo como o próximo alvo. E o imperialismo irá usar as cartas dos “direitos humanos” e da “democracia” contra China e Rússia. Segundo Rui, “estamos a caminho de uma tentativa de desestabilização dos dois países e uma desestabilização que não vai ser pequena”.

Já na América Latina, a política imperialista é de arrumar a casa colocando governos “amigos”, fazendo pressão sobre todos os governos e procurando apresentar governos direitistas como democráticos. Por isso é que as pessoas que acham que o PT irá ter uma vitória fácil em 2022 estão incorrendo em grave erro.

Lula

A suspeição do ex-juiz Sérgio Moro se deu apenas no processo do caso do triplex. Num julgamento sério, o que deveria ocorrer era a anulação de toda a operação Lava-Jato. No Brasil, a Justiça é muito peculiar e o caso de Lula não é muito seguro. “Lula é usado de espantalho para pressionar Bolsonaro”, analisou.

A ideia da burguesia com a CPI seria derrotar Bolsonaro e fazer “nascer das cinzas” um nome para ocupar seu lugar, uma pessoa muito mais alinhada com o imperialismo e com os interesses da maioria da burguesia brasileira. Se isso vai dar certo, não se sabe.

“A ideia de que nós vamos primeiramente fornecer a cultura para toda a população brasileira para depois ter uma transformação social é uma ideia errada. Ela troca os fatores. É a transformação social que vai abrir a possibilidade aos brasileiros do acesso à cultura. De um modo geral, as grande transformações que ocorreram no mundo foram feitas por populações muito incultas: [A Revolução Francesa e a Revolução Russa]. Não há uma relação direta entre o nível cultural da população e a realização de uma grande transformação social. Acho que o debate político é importante para a formação dos setores dirigentes dessa transformação, mas a transformação tem que surgir de baixo como um processo orgânico do desenvolvimento. Acho que num dado momento no Brasil a população vai se revoltar com cultura ou sem cultura (…). Quando a massa inculta se rebelar ela vai se rebelar de uma maneira bruta. Não adianta depois reclamar que, nas revoluções, o povo é bruto com os seus inimigos porque o embrutecimento é um produto anterior à revolução”.

CPI

O que está em jogo na CPI não é o bem-estar da população brasileira, mas sim as eleições de 2022. A CPI não é para melhorar a situação do povo porque há diversas outras medidas mais imediatas que poderiam melhorar a vida do povo. Enquanto a CPI acontece muita gente continua morrendo. “Não há uma relação entre defender a vida da população e a CPI. A CPI é um instrumento de campanha eleitoral, isso tem que ficar claro. De quem é esse instrumento de campanha eleitoral? De todos aqueles que combatem o governo Bolsonaro? Não. É do chamado centro político, eles é que vão controlar a CPI, está claro pela escolha do presidente e do relator”, afirmou o presidente do PCO.

A CPI vai ser uma enorme campanha de propaganda, mais ou menos parecido com o que aconteceu no julgamento do Mensalão, em que os juízes ficaram várias semanas na TV para tentar quebrar o PT, é o mesmo esquema só que agora contra Bolsonaro. A esquerda não deveria apoiar sem críticas essa CPI, mas demonstrar a responsabilidade dos outros, não só de Bolsonaro. “Se a esquerda entrar na onda da CPI simplesmente para atacar o Bolsonaro, estará criando o candidato que será o principal inimigo na eleição se tudo der certo na CPI”, concluiu Rui Costa Pimenta.

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