Análise Política
Companheiro Rui Costa Pimenta falou sobre os principais acontecimentos da política nacional
Rui
Rui Costa Pimenta | Arquivo DCO
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Rui Costa Pimenta | Arquivo DCO

Rui Costa Pimenta participou, mais uma vez, da Análise Política na TV 247. O programa, apresentado por Leonardo Attuch, ocorre toda terça-feira às 16h e tem transmissão simultânea na Causa Operária TV. A eleição no Congresso, a situação política nacional, o caso do golpe contra Lula e as eleições de 2022 foram alguns dos temas abordados no programa deste 02/02/2021.

Abaixo um resumo dos principais pontos discutidos na Análise.

O fracasso do candidato apoiado pela esquerda na Câmara, Baleia Rossi, e a vitória do Arthur Lira, candidato apoiado por Bolsonaro, foi o primeiro tema discutido. Para Rui o que chamou a atenção foi a diferença de votos entre os candidatos. Com apenas 145 votos, Rossi teria tido apenas votos da esquerda, enquanto a direita toda se alinhou ao candidato bolsonarista.

“Ele {Baleia Rossi] foi abandonado pela maioria dos integrantes do DEM, (…) foi abandonado por uma parte expressiva do PSDB e do MDB também. Quer dizer, a burguesia, que o pessoal contava para ser aliado, apoiou toda o candidato bolsonarista. E o candidato dito democrático foi apoiado pela esquerda”, disse Rui.

Rui lembrou que a política do PCO não é baseada numa moralidade, mas na realidade prática. Nesse sentido, Rui lembrou que não existe aliança com a direita dita “democrática”, porque ela, na sua maioria, está com o Bolsonaro, como foi demonstrado nas eleições da Câmara. Rui concluiu que a política de Frente Ampla só tem um resultado possível, que foi o que ocorreu na Câmara.

“Eles [a esquerda] ficaram com o mico, apoiando o Baleia Rossi, perderam sua identidade política diante do povo, diante dos militantes, confundiram o panorama – porque esse negócio de falar que um inimigo seu é seu amigo é a pior confusão que pode ter (…). É uma política totalmente irracional, sem resultado e terminou numa desmoralização total. Poucas vezes na minha vida eu vi um espetáculo tão desmoralizante como essa eleição para a Câmara e o Senado”, analisou Rui.

A esquerda apoiou Baleia Rossi, pupilo de Temer, o golpista-mor que está oficialmente dentro do governo Bolsonaro. No Senado apoiaram o candidato do Bolsonaro. O PSOL lançou uma candidatura a qual não apoiou, pelo contrário, a sabotou.

Attuch quis saber então qual seria a política correta que deveria ter sido seguida nas eleição da Câmara. Rui disse que essa eleição é parte da luta contra o golpe. Partindo da premissa de que é necessário derrotar o golpe, este seria mais um momento para se lutar contra o golpe.

“A cada momento se coloca o momento da derrota do golpe. Você precisa criar um movimento, que vai ganhando apoio popular, para, num dado momento, derrotar o golpe. O problema é que a política da esquerda é uma política confusa. Ao invés de observar essa necessidade de criar um campo dos trabalhadores, do povo, para derrotar o golpe, eles fazem uma política extremamente confusa baseada em conveniências do momento”, disse Rui, taxativamente.

Falando sobre a esquerda, Rui disse que a política adotada nas eleições do Congresso foram uma total desmoralização. “Desmoralizaram a ideia que nós temos que combater essas pessoas que são nefastas para o país. E isso daí em troca de nada”. Para Rui, o PT deveria ter feito uma campanha como parte de uma campanha geral, que também não existe.

O presidente do PCO prevê que a esquerda vai abandonar a campanha pelo impeachment do Bolsonaro, já que, mesmo aliado com Rodrigo Maia, a esquerda perdeu de lavada para o candidato bolsonarista. Rui previu o que vai pensar a esquerda: “Vamos para casa, vamos deitar na cama e chorar, ficar deprimido e tal”.

A política da esquerda serve para confundir as pessoas, na opinião de Rui. “Se alguém se surpreendeu ontem com a votação do Arthur Lira está fora da realidade. (…) Uma coisa que o pessoal procura ocultar do povo: esse Congresso é uma casa de meretrício. Quem que não viu que os caras foram comprados, o que faltava de voto. (…) Bolsonaro tem o caixa do estado nacional brasileiro. Ele comprou amplamente os deputados”, analisou Rui.

Falando sobre a política geral no Brasil, Rui declarou que o “centro” está se afundando. Partidos de direita que sempre controlaram a política nacional vêm se afundando. Por esse motivo, a aliança da esquerda com esse pessoal é um “abraço de afogados”.

“Não sei se nós podemos dizer se o pessoal [“centro” político] vai sair de cena. Nós vimos aí uma verdadeira operação de propaganda para mostrar o Dória como salvador do Brasil na questão da vacina. Não é que eles deram “fake news”, eles criaram uma realidade “fake” para levantar a bola do Dória. Acho que isso continua. (…) Seria fundamental, nesse momento aqui, levantar a questão, primeiro, da oposição ao Bolsonaro e aos demais golpistas, o resto da direita, que colocou Bolsonaro no poder. Separar claramente os campos políticos. Isso precisa ser bem trabalhado. Deveria acabar esse negócio de ficar rastejando atrás desses direitistas e pintando essa gente como democratas e salvadores da Pátria. E nós temos que colocar em pauta o problema da candidatura do Lula. (…)”, disse Rui.

Sobre a questão Lula, Rui disse que há provas de que estamos diante de uma das maiores fraudes jurídicas da história do Brasil. “Todo mundo que é brasileiro e tem o mínimo senso de política e defesa de qualquer direito democrático, teria que exigir imediatamente a anulação dos processos contra o Lula e a restituição dos seus direitos políticos”, declarou Rui.

“Se o pessoal [a esquerda] não for por esse caminho, não defender o Lula e tudo mais, está trabalhando por uma eleição fraudada. Está trabalhando para que elementos, que são verdadeiros delinquentes políticos, cada vez mais tomem conta de toda a política nacional. Quer dizer, é obrigação de todo mundo. É uma obrigação política, democrática elementar”, arrematou Rui.

Ainda sobre a questão Lula, Rui continuou analisando a maneira como a esquerda trata os problemas fundamentais da luta política. “Você não precisa gostar do Lula para defender que a eleição não seja fraudada. Você não precisa gostar do Lula para defender que a vontade do povo se imponha. Esse negócio de só defender os princípios democráticos e da luta política quando você é amigo do candidato não é política séria, é uma política de clientelismo. Defender os amigos é o Congresso Nacional, isso é a política tradicional, corrupta de clientela. O problema é defender aquilo que é certo para a população”, analisou Rui.

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