Marxismo, na COTV
Diante das eleições municipais, Rui C. Pimenta nos leva a um passeio na história da revolução russa, para mostrar qual deve ser o papel dos revolucionários diante da eleição
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rui costa pimenta marxismo
Rui Costa Pimenta. Presidente do PCO | Foto: Reprodução
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Rui Costa Pimenta. Presidente do PCO | Foto: Reprodução

Como toda segunda-feira, nesta ultima, dia (30), foi ao ar pelo canal 24h da Causa Operária TV, (COTV) no YouTube, mais um programa Marxismo, com Rui Costa Pimenta, apresentado por este, que é presidente do Partido da Causa Operária, PCO. Essa edição de n° 52, trouxe como titulo “O bolchevismo e as eleições” tema que está fazendo parte de um série de programas que estão sendo apresentados em comemoração aos 150 anos Vladimir Ilich Ulianov, Lênin.

Neste programa, parte 12 da série de exposições do grande revolucionário Russo Lênin “150 anos de Lênin”. Rui Costa Pimenta, aproveita o final das eleições municipais no domingo (29) para esclarecer o papel dos revolucionários nas eleições. Para explicar esse tema, Pimenta nos remonta a uma passagem da breve Revolução Russa de 1905, em que o partido Bolchevique boicota uma Duma, que é tentativa de criar um parlamento, no final de outubro, convocada pelo Nicolau II, o Czar.

Medida essa na tentativa de criar um regime de aparência constitucional, através de um mecanismos para cooptar a burguesia liberal, a esquerda, e de um certo modo dar uma satisfação para a população, sem abrir mão dos poderes legais da autocracia. Pela limitação de quem poderia participar e votar, a manobra não passava de uma farsa.

A burguesia liberal adere a essa manobra do Czar, e decide participar dessas eleições e se organizam no Partido Cadete (KDT). O partido da esquerda burguesa russa, Partido Socialista Revolucionário, devido ao caráter fictício das eleições decide boicotar de imediato e o Partido Social Democrata, se divide em dois, mencheviques e bolcheviques. O menchevismo participou das eleições e o bolchevismo boicotou.

As eleições aconteceram, o parlamento é formado pela maioria da burguesia liberal quase 500 pessoas, e uma pequena minoria menchevique apenas 18. Mostrando que a criação da Duma não passava manipulação temporária, no ano seguinte o parlamento se reúne nos meses de abril e maio e logo depois o Czar dissolve-a. Provando que o parlamento não tinha nenhum objetivo maior a não ser paralisar o movimento insurrecional.

A campanha do partido bolchevique para boicotar as eleições e em favor da insurreição armada teve um efeito muito grande levando a mobilização dos camponeses. Porém a classe operária, apesar de realizar várias mobilizações parciais, na realidade não conseguia mais promover uma nova onda insurrecional na Rússia, como declara Rui Costa Pimenta durante o programa.

Tática eleitoral de um Partido Revolucionário.

Diante dos fatos, Rui Costa Pimenta aponta que, “…a tática eleitoral deve estar subordinada a um objetivo superior ou seja a marcha da revolução. Não se pode ter uma tática eleitoral que seja independente da luta revolucionária. Ela deve estar totalmente a serviço, deve ser uma ferramenta em busca da revolução. Por esse motivo que o partido Bolchevique decide boicotar a eleição parlamentar.”

Apesar do declínio da revolução de 1905 a 1917, houve várias mobilizações contra o Czar. Em 1917 o Czar decide por chamar uma nova Duma, mesmo com a baixa das organizações operárias. Desta vez os bolcheviques decidem participar. Para Lênin, a participação nas eleições dessa vez no parlamento, pode ajudar a organizar uma classe operária que estava profundamente se dispersando.

No entanto a tática do partido bolchevique continua a mesma, mostra sua flexibilização e a atenção para o momento de atuar e de fazer da participação no parlamento, um meio para consolidar a classe operária para fins revolucionários. De acordo com Rui Costa Pimenta, diante da ascensão ou da queda do movimento insurrecional adota-se táticas diferentes, mas isso não deve mudar e não mudou efetivamente o caráter para fins revolucionários da participação na eleição.

Eleições brasileiras

A partir deste cenário é preciso observar o quanto é antirrevolucionário os parâmetros políticos adotados nas eleições pela esquerda burguesa e pequeno burguesa em geral no Brasil, que chegaram até sacrificar suas aparências esquerdistas em busca de um cargo politico em meio não apenas um golpe de estado, um governo ilegítimo e fascista, como em eleições totalmente antidemocráticas, fraudadas e manipuladas que foram as de 2020.

“Sendo que esses cargos se eleitos não vão resolver absolutamente nada. É apenas a participação em jogo controlado pela burguesia, onde a burguesia logicamente vai dar a possibilidade de que se faça uma coisinha aqui uma coisinha ali, mas nenhuma mudança substancial, ou mesmo significativa no regime politico” afirma Pimenta.

No entanto o papel prestado pelos partidos ditos de esquerda brasileiros sem denunciar o absurdo que são as eleições no país, foi uma forma de tentar participar de um regime politico burguês totalmente atrelado e controlado pela burguesia e os capitalistas. Sendo assim literalmente viraram as costas para todo setor explorado, operário e esmagado pelos setores mais direitistas e imperialistas que atualmente atuam manipulando todo o jogo politico estabelecido não só no Brasil como na maioria dos países do mundo.

Através das eleições na atual situação politica a classe operária, os trabalhadores, as mulheres, os negros, só pode ter medidas paliativas, medíocres, quando não, inócuas, diante da realidade social e econômica do país . Reformas e mudanças efetivas essenciais e concretas pelas eleições não são possíveis. Em todo caso, a via eleitoral em que os partidos de “esquerda” se propuseram participar sem denunciar sua característica antipopular, para uma mudança substancial da maioria da população é jogar terra nos olhos do povo.

Somente a mobilização revolucionária da população pode transformar a sociedade e é a única força que faz com que a sociedade e mundo ande para frente como disse Marx, a revolução é a locomotiva da história.” Conclui Rui Costa Pimenta.

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