Rui no 247
Crivella, presidência da Câmara, Bolsonaro, crítica ao oportunismo da esquerda, situação do PT e outros temas foram discutido nesta Análise imperdível!
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Análise Política na TV 247. | Análise Política na TV 247 com retransmissão pela COTV
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Análise Política na TV 247. | Análise Política na TV 247 com retransmissão pela COTV

Toda terça-feira às 16h, o companheiro Rui Costa Pimenta participa da Análise Política da TV 247 com retransmissão ao vivo pela COTV. Neste dia 22/12 a prisão do prefeito do Rio de Janeiro foi o primeiro tema debatido e diversos outros assuntos também foram abordados.

Assista o programa na íntegra:

Veja abaixo um resumo do que aconteceu no debate.

Sobre a prisão de Marcelo Crivella, Rui opinou que há um conteúdo político que não está completamente explícito ainda e que esse fato é uma represália do bloco dominante contra os bolsonaristas. Trata-se de uma preparação para as eleições de 2022 cuja luta está a todo vapor desde já. Não ficou claro o motivo de fazerem isso agora já no final do mandato de Crivella. Sobre as pessoas de esquerda comemorarem algo do tipo, Rui foi claro ao afirmar que não temos nada a ganhar com isso e essa não é a maneira de se combater o bolsonarismo. Essa é uma luta da direita, que tem seus próprios motivos e métodos de luta contra os bolsonaristas.

Rui explicou que Bolsonaro é um “tapa-buraco”, um curativo em uma ferida que a burguesia colocou no governo para tirar logo que possível. Agora, Bolsonaro usa todos os problemas do sistema político a seu favor, se colocando, por exemplo, a favor da liberdade das pessoas escolherem tomar ou não a vacina, entre outras coisas. Na opinião do presidente do PCO, apesar da burguesia “apertar o torniquete em torno do Bolsonaro”, o presidente da República possui capacidade de resposta. Ele possui o controle da Polícia Federal, por exemplo, e pode revidar fortemente os ataques da direita a seu governo.

Respondendo uma pergunta do Leonardo Attuch sobre a briga direita versus Bolsonaro, Rui lembrou que as milícias estão aí há décadas, a família Bolsonaro cresceu sem contestação e as igrejas evangélicas estão crescendo também há vários anos. Ou seja, essas coisas sempre existiram sob a complacência da burguesia. Porém, agora que é necessário, a direita usa essas coisas para atacar a extrema-direita.

Sobre a extrema-direita, Rui disse: “de forma muito peculiar, a extrema-direita é uma força de contestação do regime político. Isso muita gente se esquece. Essa incompreensão tem levado as pessoas a se alinharem com o regime político que elas deveriam combater porque esse regime está sendo combatido pelo Bolsonaro, o que é uma confusão muito grande”.

Attuch citou uma fala do ex-parlamentar e hoje jornalista da Globo, Fernando Gabeira, que disse ter subestimadoo perigo que Bolsonaro representava. Rui afirmou de forma convicta que esses “arrependidos” não podem ser levados à sério hoje, o maior exemplo disso é o cínico Rodrigo Maia. O presidente da Câmara é um guardião do presidente Bolsonaro, engavetando dezenas de pedidos de impeachment contra o presidente da República.

Sobre o apoio do PT à chapa de Rodrigo Maia, Rui comentou: “O que está em jogo é se conseguir um pequeno espaço administrativo dentro da Câmara, um pouco de verba e alguns cargos. Não tem luta nenhuma contra Bolsonaro”. Rui disse que o antagonismo de Maia perante Bolsonaro é mera aparência.

“Bolsonaro agora é pretexto para todo tipo de conchavo e negociata de quinta categoria. Porque é disso que se trata. É uma vergonha esse acordo aí”, arrematou Rui sobre o apoio de partidos de esquerda à Maia nas eleições da Câmara.

Continuando sobre o problema do apoio da esquerda à Rodrigo Maia, Rui Costa Pimenta lembrou que, caso a direita não consiga substituir Bolsonaro por um nome de direita, o Rodrigo Maia e outros golpistas irão apoiar Bolsonaro e a esquerda irá ficar com um “mico na mão”.

Sobre a entrevista da presidenta do PT a respeito da entrada do PT na chapa de Maia, Rui foi enfático ao afirmar que pensa não ser essa a posição pessoal da Gleisi e chamou ela de “soldado” do partido. Rui explicou que o processo político foi decidido por uma pressão da bancada de deputados do PT. A decisão do PT foi confusa, passou pela Direção Nacional, pela Executiva Nacional e retornou para os deputados decidirem. Usaram a Gleisi para ser uma porta-voz dessa atitude do partido, apenas isso.

Alguém assistindo ao programa fez um comentário sobre a Gleisi não ter as rédeas do partido. Rui explicou que no PT não existe isso. Trata-se de um partido muito grande e complexo com extremos políticos, desde pessoas muito esquerdistas a pessoas muito direitistas.

O assunto da vacina da Covid-19 entrou na pauta e Rui comentou sobre a decisão do STF de que cada governo possa definir mecanismos para induzir a vacinação ou não: “Espero que qualquer medida contra as pessoas que não queiram tomar a vacina seja uma medida racional. Ou seja, se não se vacinar não viaja de avião, porém cortar renda de pessoas pobres é uma monstruosidade”.

Rui explicou que, caso as decisões caiam sobre governos estaduais, estaremos no reino da arbitrariedade e o povo estará sob o chicote de governos muito diferentes entre si. Era necessário haver uma regulamentação geral. O presidente do PCO fez um comentário esclarecedor sobre a esquerda. Ele disse que a esquerda perdeu o rumo sobre esta questão da vacina e que existe todo um setor de classe média que, caso surja seja contra o Bolsonaro, ele apoia sem qualquer julgamento. Esse setor classifica todos aqueles que não apoiam o Maia contra Bolsonaro, por exemplo, de bolsonaristas. Um verdadeiro absurdo. Essa mesma lógica serviu para a esquerda apoiar Doria em São Paulo só porque ele era contrário ao Bolsonaro.

Rui Costa Pimenta explicou que a confusão da esquerda com relação ao que fazer com a direita é muito grande desde muito tempo. Quando Bolsonaro foi eleito, a esquerda fez um terrorismo de que aquilo seria o fim do mundo. Desde então ficou claro que a burguesia não estava apoiando nenhum governo fascista, apesar do endurecimento e da política que caminha em direção a uma ditadura. Bolsonaro foi um plano B. No começo da pandemia a esquerda, escandalosamente, apoiou o João Dória e outros governadores direitistas.

“Como resultado dessas duas coisas, como os que elegeram o Bolsonaro – por interesses que não tem nada a ver com derrotar Bolsonaro –, querem montar um bloco contra o Bolsonaro, a esquerda está se acoplando com esse bloco. É uma política totalmente sem sentido”, assegurou Rui.

“O primeiro objetivo é isolar o Lula e o PT. A direita só aceitaria um PT se fosse sua ala direita sem a ingerência do lulismo. Isso é fato e não podemos esquecer. Agora, a burguesia também quer tirar o Bolsonaro, porém este é um objetivo secundário em comparação com o objetivo de tirar o Lula. Se na hora H o negócio polarizar e a burguesia não tiver um candidato próprio, eles vão apoiar novamente o Bolsonaro. Por isso esse jogo que a esquerda está fazendo é totalmente irracional, não tem pé nem cabeça”, certificou Rui.

Esses e mais assuntos foram tratados no programa deste dia 22/12. Toda terça às 16h, o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, é entrevistado e trata dos assuntos mais quentes do momento.

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