Roraima
Cerca de 80 famílias estão ameaçadas por uma ordem de despejo contra o acampamento Lula Livre, em Roraima, perto de Mucajaí
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Foto: Acervo MST/RR |

Com a esquerda pequeno burguesa entrando em férias no final do ano, a direita golpista se prepara para intensificar a repressão contra a classe trabalhadora no Brasil. Os casos de despejo de terras ocupadas por trabalhadores sem-terra e sem-teto tem aumentando.

É o caso de cerca de 80 famílias do acampamento Lula Livre em Roraima, que receberam ordem de despejo do juiz Evaldo Jorge Leite, da Comarca do município de Mucajaí (Roraima), que inclusive determinou a utilização de força policial caso as famílias não saiam do lugar.

O acampamento tem como moradores brasileiros e venezuelanos, que ocuparam o local por este se encontrar improdutivo. As famílias organizaram uma horta comunitária com plantações de de macaxeira, feijão, mamão, cheiro verde e hortaliças, além de uma casa de farinha.

O MST disse em uma nota de repúdio que as famílias devem permanecer no local como forma de resistência ao ato do juiz, que sequer teria autoridade para dar a ordem de despejo, já que se trata de uma propriedade da União que não estaria em sua alçada.

É importante destacar que o Brasil passa por um momento em que as leis, que já eram fracas para a classe trabalhadora, não garantem o mínimo para a população e que aquilo que está escrito na constituição de 1988 já não vale para os golpistas que tomaram o poder em 2016. Somente a luta dos trabalhadores é que pode garantir algo.

Outro fator importante a se destacar, é que enquanto a esquerda pequeno burguesa entra de férias e prega o não armamento da população, as ordens de despejo dos fascistas que hoje dominam o estado vêm acompanhadas de policiais armados, que não estão nem um pouco preocupados com a população. A população, ao contrário do que pensa a esquerda pequeno burguesa, deve ter o direito de se armar e de constituir grupos de autodefesa para combater os fascistas.

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