Rondônia: Sem-terra assassinado por pistoleiros após operação policial

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Da redação- O sem-terra Lucas Lima Batista, do acampamento Jhone Santos, foi assassinado a tiros por pistoleiros no município de Vilhena, próximo ao distrito São Lourenço. O corpo de Lucas foi encontrado próximo ao acampamento com vários tiros e sinais de tortura.

O acampamento Jhone Santos, ligado a Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental (LCP), vem sendo atacado pelos latifundiários e pela polícia há alguns anos e desde 2015 sofreram diversos despejos, ameaças de morte por grupos de pistoleiros formados por policiais e tiveram seu acampamento incendiado.

Os camponeses denunciam que dias antes do assassinato houve uma operação da policia militar organizada pessoalmente pelo comandante-geral da PM de Rondônia, coronel Ronaldo Flores. Nessa operação, que ocorreu  no dia 26/06, os trabalhadores sem-terra ficaram sob a mira das armas dos policiais durante várias horas, foram humilhados e tiveram seus bens destruídos pelos policiais militares.

A LCP denuncia que o assassinato está ligado ao latifundiário Heládio Cândido Senn, conhecido como Nego Zen. Nego Zen é um grileiro de terras e por utilizar de extrema violência contra os trabalhadores sem-terra. Acusam o latifundiário atacar outros acampamentos da região, com grupo de pistoleiros e a participação de policiais do Estado de Rondônia.

É preciso denunciar a ação de grupos de extermínio formado por policiais militares e com apoio incondicional do Estado de Rondônia e do judiciário golpista. Os trabalhadores sem-terra diante do aumento da violência no campo após o golpe de estado que colocou a direita no poder devem formar de autodefesa para evitar mais mortes e ameaças.