Aprofundamento da repressão
Forças policiais de Rondônia em conluio com os latifundiários buscam reprimir cada vez mais os sem terra
assassinatos no campo
Jagunços à serviço dos latifúndios | Foto: Reprodução
assassinatos no campo
Jagunços à serviço dos latifúndios | Foto: Reprodução

O papel da Polícia Militar de agir como uma verdadeira milícia dos grandes latifundiários e sua atuação contra os camponeses sem terra organizados no MST, indígenas e quilombolas já não é novidade, porém conforme o Governo Federal direitista e os governadores golpistas aprofundam sua política de liquidação da população pobre, os ataques aumentam cada vez mais.

Os latifundiários também contam com seus milicianos privados, conhecidos como pistoleiros e jagunços, que frequentemente fazem o trabalho sujo dos donos das grandes fazendas de assassinar, intimidar e ameaçar vários camponeses que procuram somente ter um meio de sobreviverem através do cultivo.

Alguns casos alarmantes foram denunciados pela Resistência Camponesa, uma delas é a campanha promovida pelas forças policiais de Rondônia de criminalização dos sem terra, onde a polícia segue intimidando os camponeses e violando seus direitos básicos. 

“Camponeses denunciaram que 5 viaturas com 25 policiais da polícia militar, polícia ambiental e Força Nacional, fizeram abordagens intimidatórias em linhas e comércios da Área Zé Bentão e na entrada do Acampamento Manoel Ribeiro, no segundo dia do ano. Moradores afirmaram também que 3 viaturas circularam pela região no dia 03 de janeiro. De acordo com as testemunhas, a maioria dos policiais não pertencia aos municípios vizinhos.”

Afirma a Resistência Camponesa em seu jornal.

Eles também denunciam que segundo relatos de moradores das redondezas, vários policiais procuravam com moradores informações sobre se haviam armas no local e quem eram as lideranças do acampamento, revelando o caráter persecutório que a polícia tem contra os sem terra.

No mesmo dia, um camponês foi preso por portar uma arma de caça, algo que é de conhecimento público nos campos já que os camponeses necessitam de proteína para completar sua alimentação, mostrando que a polícia se utilizará de qualquer motivo para ameaçar e reprimir os sem terra, já que existem vários latifundiários que possuem um exército privado de assassinos de sem terra e verdadeiros arsenais de guerra, porém estes sequer são investigados, na verdade, são apoiados pela PM.

Outro caso denunciado foi a truculência promovida pela Polícia Militar em uma blitz contra uma moradora da área revolucionária Zé Bentão, onde a moradora que estava indo com suas filhas passar as festividades de fim de ano em outro município foi violentamente abordada na cidade de Chupinguaia, a polícia chegou a apontar uma arma de fogo na cabeça da camponesa.

Os casos ocorridos em Rondônia não são casos isolados, no ano de 2020 as ações de pistolagem triplicaram em relação às do ano retrasado que foram 21, as ações no ano de 2020 chegaram a 62 e afetaram cerca de 3.859 famílias. 

Os dados de invasão de territórios também tiveram um aumento expressivo, em 2020, a CPT registrou 178 ocorrências de invasão de territórios, contra 55.821 famílias. 

Todos esses dados e relatos apresentados acima demonstram o papel da polícia militar de agir como milícias das grandes propriedades privadas do latifúndio, agindo à serviço dos criminosos assassinos de sem terra, que colocam pequenas partes de suas terras e seus lucros acima da vida de vários camponeses sem terra que vivem em uma situação miserável e de extrema pobreza.

É necessário defender a constituição de comitês de autodefesa no campo e o direito ao armamento dos trabalhadores do campo para que os camponeses possam se defender dos ataques dos latifundiários e a PM completamente servente ao latifúndio. Além de chamar à mobilização do movimento popular das cidades, dos sindicatos e partidos de esquerda, para apoiarem concretamente os sem terra que ficam isolados no campo, passíveis de repressão.

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