Antissemitismo ou repressão?
Imperialistas israelitas acusam de antissemitismo o cineasta britânico de esquerda Ken Loach e este ato revela a repressão contra quem questiona as barbáries contra palestinos.

Por: Redação do Diário Causa Operária

A guerra contra a Palestina ocorre também fora do campo de batalha. Judeus de direita e apoiadores do Estado repressor de Israel utilizam o antissemitismo como artifício para perseguir, calar, intimidar e difamar quem questiona os horrores provocados pelo Estado sionista contra o povo palestino.

Ken Loach, diretor e cineasta britânico de esquerda consagrado e autor de dezenas de filmes relevantes como os clássicos “Vida em família”, “A canção de Carla”, “Meu nome é Joe”, “Pão e rosas”, “Looking for Eric”, “Jimmy’s hall”, “Eu, Daniel Blake” vem sendo vítima de  acusações infundadas e difamadoras propagadas por grupos imperialistas pró-Israel, principalmente a mando do governo.

Loach estava no centro de uma tempestade no mês passado quando estudantes da Universidade de Oxford, onde ele foi convidado a falar, reclamaram de sua “história de antissemitismo flagrante”. Ele provocou indignação ao minimizar e negar alegações de antissemitismo dentro do Oxford Labour.

O cineasta,  adepto de posições de esquerda e em defesa da justiça social no mundo, é firme defensor dos direitos nacionais do povo palestino, aviltados e negados cotidianamente pelo Estado de Israel. Além disso, o cineasta e outras personalidades defendem que os horrores terroristas contra o povo palestino cessem. Nesse sentido, defendem o boicote ao Estado de Israel e apontam semelhanças entre a repressão sionista e o Apartheid.

Nesta semana, os músicos Brian Eno e Roger Waters defenderam Ken Loach e o professor universitário David Miller destas acusações, durante o talk show mensal on-line, Let’s Talk It Over, no decorrer de uma discussão sobre o chamado “Apartheid Israelense”.

As preocupações da comunidade judaica britânica a respeito do antissemitismo foram classificadas pelo músico da banda Pink Floyd como sendo uma “espada de difamação que foi empunhada a mando do governo israelense”.

Por sua vez, o produtor musical Brian Eno reforçou que as acusações de antissemitismo dirigidas à esquerda eram “inúteis” e projetadas para silenciar aqueles que “questionam o que está acontecendo na Palestina”.

Os músicos apontam que verdadeiros antissemitas, que geralmente não vêm do espectro político da esquerda, não são atacados da mesma forma como o foram Ken Loach e outras personalidades influentes, taxadas como inimigos. Isso torna evidente que estão sendo chamados de antissemitas  porque questionam o que está acontecendo na Palestina.

Eno também alertou sobre a pulverização aleatória da acusação de antissemitismo, já que a prática banalizadora do termo remove qualquer poder sancionador que tenha. “De repente, torna essa acusação inútil”, disse ele, que completa instigando com a seguinte pergunta: por que esses ataques estão sendo particularmente direcionados às pessoas da esquerda?

Ken Loach, Brian Eno e Roger Waters apoiam o movimento que boicota, e estimula desinvestimentos e sanções, contra o Estado sionista. Em 2018, os músicos assinaram a carta “Artistas para a Palestina” que instou os músicos a não se apresentarem em Israel.

Destaca-se que Israel, ainda com apoio central dos Estados Unidos, descumpre dezenas de resoluções da ONU garantidoras dos direitos do povo palestino. O colonialismo sionista executa uma  política sistemática de “apartheid” contra os palestinos, além de massacres constantes e bombardeamentos periódicos nos cada vez mais escassos territórios palestinos.

O Estado terrorista israelense fomenta o roubo contínuo de terras palestinas, numa política de anexação e extinção do território palestino, concretização do mais nocivo colonialismo moderno. É preciso denunciar permanentemente o massacre do povo palestino pelo Estado de Israel, assim como fizeram Ken Loach, Roger Waters e Brian Eno.

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