Centrão ataca o povo
Burguesia quer diminuir o valor do auxilio para 300 reais mensais até dezembro. O que já era baixo vai piorar.
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Após engolir dezenas de pedidos de impechment, Maia conspira para acabar com o benefício de milhões. | Foto: Reprodução

O presidente fascista Jair Bolsonaro (sem partido) pretende anunciar em breve a prorrogação do auxílio emergencial. O novo valor será reduzido dos já irrisórios 600 reais para 300 mensais nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro.

Criado em abril por lei de iniciativa da esquerda parlamentar no congresso, o auxílio-esmola no valor de míseros R$ 600 seria pago inicialmente por três meses a informais, microempreendedores individuais, autônomos desempregados, além dos beneficiários do Bolsa Família, como uma forma de conter a revolta popular diante da fome e da miséria causados pela crise econômica e da pandemia do coronavírus.

Rodrigo Maia

Bozo segue os apelos do Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que após engolir dezenas de pedidos de impeachment contra o presidente genocida, agora quer manobrar para acabar com o benefício dado ao povo diante da situação grave do coronavírus e do desemprego causado pela paralisação da economia e a própria crise de desempregos que já estava em curso desde o golpe de 2016.

”Nhonho” defendeu que o valor atual do auxílio emergencial pago pelo governo, R$ 600, é pesado para se tornar permanente. O deputado do centrão defendeu que o Executivo apresente uma proposta para debater valores e a base de beneficiários que serão atendidos com os parlamentares.. “Acho que o governo deve trazer uma proposta, se vai continuar atendendo aos mais de 50 milhões de brasileiros, se vai fazer uma política mais focalizada, qual o valor“, disse o golpista do partido oficial da ditadura em entrevista à CNN.

Baseado nesta proposta, que a gente trabalhe dentro dessa realidade, do nosso orçamento primário, olhando o próximo ano, para que, passados esses primeiros meses que foram mais difíceis, possa continuar atingindo os mais vulneráveis“, afirmou cinicamente. Durante a entrevista, o golpista do DEM defendeu que o governo elabore políticas sociais além de programas de transferência de rendas, como, por exemplo, um programa habitacional, fazendo demagogia, é claro, como sempre.

O que já era baixo vai piorar

Bolsonaro disse nesta sexta-feira (21) que o auxílo será prorrogado até dezembro.

O auxílio emergencial foi bem-vindo, mas ele custa R$ 50 bilhões, e infelizmente não pode ser definitivo, mas vamos continuar com ele, mesmo com valores diferentes, até que a economia possa pegar em nosso país — afirmou o fascista durante discurso no Rio Grande do Norte.

Bolsonaro falou sobre o futuro prazo do benefício ao se dirigir a uma apoiadora local, que sugeriu a prorrogração do auxílio.— Até dezembro, só não sei o valor — respondeu o golpista. — Não pode ser eterno. – Ameaçou o genocida.

Centrão, Paulo Guedes e Ministério da Economia

Bolsonaro, Guedes e Maia se juntam na frente ampla contra o auxílio, que vem segurando a barra de muitas famílias da morte diante da fome e miséria durante a pandemia. Os genocidas sempre foram contra o benefício.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, por exemplo, sempre defendeu R$ 200, mas através de uma pressão exercida no congresso por parlamentares de partidos de esquerda, Bolsonaro acabou recuando e considerando o meio-termo da esmola de 600.

O centrão, representado por Rodrigo Maia, hoje manobra pelo inicío do fim do benefício, se opondo a uma das poucas medidas de auxílio a cerca de 66 milhões de brasileiros afetados pela pobreza.

Esta articulação da direita contra o auxílio demonstra, mais uma vez, que as divergências entre a direita desaparecem quando se trata de atacar o povo.

O auxílio emergencial já é extremamente limitado como programa de mitigação da crise. Ligeiramente superior a uma cesta básica na maioria das capitais brasileiras, o valor é insuficiente para as necessidades básicas da população, que aumentaram sob a ameaça do COVID-19.

Contudo, muito pior é o fim de qualquer tipo de auxílio aos trabalhadores, severamente empobrecidos após anos de política econômica de arrocho contra o proletariado.

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