Estatizar as três empresas
O transporte é um direito social, não uma mercadoria, no entanto, todas as empresas estão nas mãos de algum capitalista, que lucra com a desgraça do povo
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Trabalhadores paralisaram o transporte coletivo de Londrina nesta sexta | Foto: Reprodução/ Camila Simili/RCP Londrina
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Trabalhadores paralisaram o transporte coletivo de Londrina nesta sexta | Foto: Reprodução/ Camila Simili/RCP Londrina

A cidade de Londrina, no norte do Paraná, acordou nesta manhã de segunda-feira (25), sem 65% dos ônibus circulando pela cidade, por conta da paralisação dos trabalhadores dos transportes que dura desde o dia 22. Os funcionários da concessionária Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) realizam a paralisação porque não receberam o pagamento quinzenal dos salários.

Passageiros que utilizam os ônibus na cidade paranaense de Londrina ainda encontram dificuldades no serviço devido a greve. Rodoviários das duas concessionárias já haviam comunicado no sábado (23) que a greve seguiria pelo menos até esta segunda, e que podem continuar parados caso a quitação dos atrasos não ocorra.

A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) informou que a empresa TCGL foi notificada para retomar de forma imediata a circulação dos ônibus, estimando aplicar multa caso não for atendida a determinação, mas não informou o valor da multa.

Segundo o portal Tem Londrina, as três empresas estariam buscando financiamentos bancários para obter o valor necessário para regularizar os débitos com seus funcionários. De acordo com José Francisco, diretor do sindicato, cerca de 600 funcionários da TCGL, 350 da Londrisul e 200 da TIL estão parados desde às 4h nas garagens das empresas. O diretor informou que um gestor da TCGL passou pela garagem e informou aos trabalhadores que está tentando uma linha de crédito para o pagamento, mas que ainda não tem resposta.

“Não é uma greve clássica, em que a sociedade e as empresas precisam ser comunicadas com antecedência”, afirmou o diretor. “Já houve várias reuniões, mas não se chegou a um consenso sobre o acordo coletivo, participação nos lucros, entre outros assuntos”. O sindicato também aguarda a realização desta ação por parte dos patrões para definir o próximo passo do movimento.

É preciso frisar que o transporte não é mercadoria e não deve ser tratado como tal. No entanto, todas as empresas de transporte coletivo estão nas mãos de alguns poucos capitalistas, que se aproveitam dos passageiros que são obrigados a pagar – e muito caro – por algo que deveria ser gratuito, por isso deve voltar ao poder do Estado. E neste caso, são três empresas que não está pagando os salários, sendo assim, que o estado arque com os salários e demais benefícios dos trabalhadores. Contra essa política de fazer dos trabalhadores como escravos, é preciso ocupar imediatamente as instalações das empresas e exigir sua estatização e controle dos trabalhadores.

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