PM serviçal do latifúndio
Operação Ordo realizada pela Política Militar de Rondônia, auxilia os grileiros e ataca os sem terra de forma vil e covarde
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Operação Ordo realizada pela Política Militar de Rondônia | https://www.rondoniainfoco.com.br/policia-nao-consegue-apreender-armas-usadas-para-executar-pms-em-mutum-mas-apresenta-muitos-facoes-municoes-e-radio-de-comunicacao/

A operação Ordo é integrada foi realizada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Técnico-científica. Ordo é uma referência à ordem. Segundo informou a Polícia Militar (PM), cerca de 300 agentes da segurança pública participaram da ação na região da fazenda.

Mas, longe de ser um serviço público para bem servir a comunidade, a PM está à serviço do latifúndio e da grilagem, que, numa tentativa de abrir o mercado imobiliário, compra e corrompe a Política Militar, que passa a agir como braço repressor e punitivo seus, e toma terra ocupada pelos camponeses à marra.

A PM montou um cerco ao acampamento, impedindo que entrasse ou saísse pessoas preocupadas com o abastecimento das famílias. Cercado, crianças do acampamento ficaram sem leite. Como não bastasse isso, helicópteros sobrevoando a área atiravam contra quem quisesse sair do cerco. Um verdadeiro terror contra as mais de 600 famílias e 2.400 homens, mulheres e crianças do Acampamento Tiago dos Santos. 

As terras do acampamento estão inseridas numa área de 57 mil hectares, que, mantida improdutiva, é a terra pela qual as famílias de camponeses lutam desde 2016. Desde então, os camponeses vêm sendo atacadas por pistoleiros e sendo retiradas por decisão judicial. Um dos que lutava por essa terra, o companheiro Tiago dos Santos, foi assassinado, e é por homenagem a ele, que se deu o nome ao acampamento atual.

As famílias denunciam que a área em que estão é terra pública, grilada pelo latifundiário Antônio Martins, conhecido “Galo Velho”, dono da empresa Leme Empreendimentos Ltda, área que deveria ser destinada à reforma agrária. Galo Velho se articula com a parcela da oligárquica reacionária e conservadora para uma acumulação mais violenta na aquisição de terras. São eles que armam os assassinatos de policiais para possibilitar a reintegração de posse ilegal, na calada da noite.

Em julho deste ano, “Galo velho” e seu irmão foram presos por formação de quadrilha, compra de documentos falsos para roubar terras públicas, e por compra de sentenças dando as terras improdutivas como produtivas, além de ter bloqueados mais de 300 milhões de reais. O Juiz Federal Herculano Nacif, da 5.º Vara Federal em Porto Velho, já falecido, julgava todos os seus casos, inclusive tendo sido o responsável por derrubar o processo da desapropriação da terra, desapropriação que já estava em curso no INCRA, à época.

É com isso que a PM está envolvida, com esquemas para se locupletar, e ganhar, na mão grande, as terras ocupadas pelos sem-terra, campesinos conhecidos e cadastrados pelo INCRA em processos ligados à reforma agrária, e que objetivam tirar várias famílias da miséria, colocando-as em terras públicas improdutivas.

Um órgão como esse, covarde, preconceituoso, clientelista e reacionário, precisa, urgentemente, acabar. O fim da PM é uma necessidade que se faz, para que haja justiça social, e o Estado não caia, com todo o seu peso, em mãos equivocadas, ou exerça, pela força, a vontade de oligarquias da burguesia, que, em benefício próprio para satisfação de seu desejo de lucro a qualquer custo, passe por cima de famílias inteiras, comunidades, deixando-as à míngua e à sua própria sorte, como se o Estado não tivesse responsabilidade alguma.

É preciso que a PM seja extinta e se formem milícias populares. E não basta que a PM seja desmilitarizada. A burocracia que forma a PM torna ela violenta e com ódio da população mais pobre e carente, refletindo o sentimento burguês. Por isso a necessidade de milícias populares, para que, identificadas com a sua classe, e não formadas pela burguesia e com ela alinhada, possa realmente prestar um serviço público visando a melhoria das condições de vida da população e mais segurança para todos, em vez de reprimi-la com violência.

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