Organizar a greve já!
A campanha internacional da burguesia pela volta às aulas avança no Rio de Janeiro, o primeiro caso confirmado após 8 dias da reabertura é um prenuncio dessa política genocida
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Manifestação no Amazonas onde o governo genocida já reabriu as escolas. | Foto: Reprodução
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Manifestação no Amazonas onde o governo genocida já reabriu as escolas. | Foto: Reprodução

No Rio de Janeiro, um dos estados mais afetados pelo Covid-19 do Brasil o projeto da burguesia de reabertura das escolas esta a todo o vapor. A maior disputa no momento se da nas escolas privadas em que o judiciário vai e volta em suas instancias permitindo ou não a reabertura, enquanto isso algumas empresas de educação ignoram as leis e retornam as aulas presenciais. Assim nesta terça feira (22/09) o primeiro caso de estudante com com o vírus corona foi confirmado mostrando o prenuncio da catástrofe que é a política de volta às aulas presenciais.

O prefeito Crivella e os governadores Witzel, e agora Cláudio Castro, vem tentando reabrir as escolas desde pelo menos o mês de junho, essa política contraria completamente a gravidade da pandemia visto que o fechamento ocorreu em março quando os números ainda era baixos e de junho para cá as mortes e contaminações (de acordo com os números subnotificados) seguem num platô muito alto. O que sabemos que de fato se agravou muito foi a crise do capitalismo internacional, estima-se a queda de 1,5% do PIB mundial caso as escolas não reabram, estão ai os números reais por trás da reabertura, os dos lucros dos capitalistas.

A resistência popular a essa medida é enorme os professores do SEPE, sindicato da educação pública estão em greve contra o retorno das aulas, assim as escolas privadas se tornaram o alvo mais fraco para ser usado como primeiro passo para reabertura total. Mesmo assim há uma resistência do Sinpro, sindicado da rede privada, e dos próprios familiares que mesmo com a reabertura em grande parte não mandam seus filhos as escolas. Essa luta se expressa numa disputa do judiciário em que o TJRJ, o TRT, o MPF realizam processos contra ou a favor da reabertura.

Contudo a política da burguesia de forma internacional é pela reabertura das escolas e assim ela realiza uma enorme pressão para que isto aconteça. Manifestações de direita já foram realizadas com palavras de ordem como “lugar de criança é na escola”, ignorando completamente a realidade da pandemia. A rede globo, uma das principais forças políticas do pais e especificamente do Rio de Janeiro esta numa campanha massiva para tentar convencer o povo do retorno às aulas. Com esse apoio as escolas privadas, para manterem seus lucros, reabriram mesmo em períodos de proibição e foi assim que se deu a primeira contaminação.

Sabendo que esse é o projeto da burguesia não é possível acreditar que a volta às aulas não acontecerá somente por que é algo absurdo, os capitalistas estão dispostos a matar mais centenas de milhares para manter seus lucros. A única forma de barrar tamanha ofensiva é com a mobilização popular dos estudantes e dos trabalhadores, a greve da educação deve ser ampliada a todos os setores e os estudantes também devem organizar uma greve no estado e nacionalmente para barrar essa política genocida.

Não só isso, o movimento estudantil deve lutar pelas outras pautas da juventude, contra a destruição do ensino público que é o ensino a distância, contra as intervenções ditatoriais nas escolas e universidades, contras os cortes massivos no orçamento da educação. Os capitalistas querem que os trabalhadores paguemos pela crise com nossas vidas, organizemos a greve para que eles carreguem todo o peso do capitalismo em decadência.

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