Greve dos motoristas
Logo após ser decretada a greve legítima dos motoristas na Zona Oeste do Rio, Judiciário aciona a Polícia Federal para intervir e desarmar a greve.
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Trabalhadores reunidos em frente a empresa. | Foto: Reprodução/CNN Brasil

Ontem, domingo dia 29 de Novembro, os motoristas de ônibus das viações Redentor e Futuro decidiram pela greve contra o Consórcio Transcarioca, máfia dos transportes local, e contra os ataques aos direitos dos trabalhadores dos transporte no Rio de Janeiro. Foram ao todo 390 ônibus parados no pátio pela manhã. A greve foi decidida pela madrugada e sua influência foi significativa a ponto de que, também pela manhã logo após a greve ser comunicada, o Tribunal Regional Eleitoral declarou sem dar explicações pela ilegitimidade da greve e interviu.

A intervenção foi caracterizada pela ação da Polícia Federal diretamente no pátio da empresa que controla grande parte dos transportes da zona oeste do Rio. Segundo o Desembargador Presidente do TRE-RJ Claudio Brandão de Oliveira, o fato de ter acionado a Polícia Judiciária Federal se justifica pois o ato seria grave. Embora muitas alegações vagas sejam levantadas, ninguém estabeleceu nenhuma justificativa plausível para alguma ilegalidade. O direito de greve é um direito conquistado pelo povo e a greve é um meio legitimo, esse sim, para a expressão da população, ao contrário dos juízes interventores eleitorais que determinam as eleições fraudulentas sem serem eleitos por alguém. Na prática, toda greve é declarada ilegitima e o direito de greve inexiste frente a tantos ataques nos últimos meses.

Por volta do final da manhã, os motoristas voltaram ao trabalho depois de intensa pressão policial e judicial contra a greve. Isso demonstra que o direito de greve, um direito fundamental conquistado pela classe operária está sob o ataque da direita que busca massacrar os trabalhadores sem resistência. Um fato é interessante: a categoria decidiu se manifestar nas ruas pelos seus direitos e não depender das eleições, o terreno político de cartas marcadas e sem perspectiva para a luta dos trabalhadores. Assim, a desculpa da direita para a repressão foi a suposta interferência do povo nas eleições, uma contradição.

Por sua vez, o ato da categoria dos motoristas é uma expressão de luta da categoria contra as condições desumanas a que fora submetida durante a pandemia e a crise financeira, ambas tragédias causadas pelos patrões e com consequências empurradas para os trabalhadores. As reivindicações da categoria são de 40% de reajuste salarial, pela manutenção correta dos recursos do FGTS e INSS dos trabalhadores, por um auxílio extra para a alimentação no valor de 400 reais, pelo fim da dupla jornada a qual os motoristas são submetidos e contra o parcelamento do décimo terceiro salário em oito vezes proposto pelo consórcio.

Em resumo, fica claro que a greve é legítima e que a intervenção tem o propósito de desarticular a greve, desmobiliar os trabalhadores e conter o ímpeto de luta da categoria É preciso denunciar ativamente a intervenção policial contra as greves operárias e intensificar a luta nas ruas pelo direito de greve e pelas reivindicações das categorias, sobretudo as mais atacadas. Só assim será possível sair dos ataques da direita e dos patrões contra os trabalhadores e organizar um movimento vencedor que pavimente a luta contra a direita, pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

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