Crise sanitária
Prefeitura do Rio de Janeiro adia início da segunda fase das aulas presenciais

Por: Redação do Diário Causa Operária

O início da segunda fase de aulas presenciais, no Rio de Janeiro, previsto para começar na quarta (17), foi adiado em duas semanas, com alunos do 3º ao 6º anos e do 9º ano do ensino fundamental.

De acordo com a prefeitura, com o adiamento continuam em ensino presencial apenas a pré-escola e os 1º e 2º anos do ensino fundamental. E o prefeito afirma, ainda, que a abertura de mais 149 unidades para os alunos dessas séries, de modalidade presencial, está mantida para acontecer na quarta-feira.

A política genocida do prefeito Eduardo Paes (DEM-RJ) já reabriu 270 unidades, e ele afirma que as escolas serão as últimas a fechar, em caso de medidas mais rígidas contra a COVID-19 no Rio de Janeiro..

Ou seja, o presidente não está sozinho nas posturas apontadas como negacionistas, mas conta com o apoio de diversos governadores e prefeitos, e Paes não escapa a isso. De acordo com Paes, “se tiver que fechar alguma coisa daqui pra frente, a última coisa a fechar é a escola”.

Num momento extremamente grave da pandemia, é essa a ideia fixa de governadores e prefeitos golpistas, que não se importam com a vida e morte das crianças, professores e familiares dos estudantes.

Neste quase um mês de aulas presenciais, tivemos ótimos resultados. Cerca de 80% dos pais e responsáveis optaram pelo retorno presencial e não tivemos que fechar nenhuma unidade escolar. Decidimos adiar a segunda fase para priorizar o avanço da primeira, focando assim na alfabetização e na educação infantil. Esses alunos são os que mais precisam de ensino presencial, pois estão em um momento crucial de desenvolvimento”, explica o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha.

Entretanto, mesmo o comparecimento presencial sendo facultativo, é evidente que as famílias mais abastadas dispõem de equipamentos eletrônicos, como celulares e notebooks, e internet, enquanto a maioria das famílias pobres não dispõem desses equipamentos. Enquanto isso, o país se aproxima perigosamente da marca dos 300.000 mortos.

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