RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 19.02.2018: SEGURANÇA-RIO - Movimentação dos militares do REI (Regimento Escola de Infantaria) em Anchieta.  Dezenas de caminhões, tanques e veículos blindados do Exército deixaram no final da tarde de segunda (19) diversos batalhões em Deodoro, zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). Em um comboio de cerca de um quilômetro, centenas de militares, muitos deles com rostos cobertos por balaclavas, ocuparam as entradas do complexo do Chapadão, na zona norte, uma das regiões mais violentas da capital. A operação é a primeira desde que o presidente Michel Temer anunciou a intervenção na segurança pública do Rio na última sexta-feira (16).  (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
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A ocupação do Rio de Janeiro pelas forças armadas, levou à reação política imediata da comunidade de Costa Barros, Rio de Janeiro, que frente a urgência da auto-defesa criou um  Comitê de Luta Contra o Golpe. Nós moradores, convocamos uma reunião com os militantes do PCO-RJ, firmando assim, o compromisso de mobilizar nos próximos dias e organizar o povo que vem sofrendo com os ataques dos golpistas.

Nosso Comitê, como os outros milhares espalhados pelo país, tem como finalidade a auto-defesa contra os ataques golpistas, organizando os trabalhadores que moram em torno da região, convocando para reuniões e agitação política. Politicamente, nós moradores lutamos pela candidatura de Lula para presidência, como uma das formas de combater todos os ataques que a classe operária vem sofrendo no pós golpe. Além dessa pauta, também são levantadas nos Comitês de Luta Contra o Golpe, a anulação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff e, consequentemente, de todas as medidas anti povo provenientes desse golpismo, tais como a libertação imediata de Lula, que vem sendo mantido sequestrado pela “justiça” como um preso político, a resistência à intervenção militar e ao golpe militar.

Os Comitês tornam-se ferramentas de mobilização e resistência da população mais pobre por todo o país, organizando semanalmente atividades contra os constantes ataques que a classe operária vem sofrendo por parte dos representantes da burguesia. Esses capachos do imperialismo se apoderaram das instituições com a intenção de impor aos trabalhadores uma agenda de reformas neoliberais que intensificam, de maneira jamais vista, o grau de exploração e de destruição de direitos conquistados em muito tempo de lutas.

Assim, o Comitê de Luta Contra o Golpe de Costa Barros irá somar-se aos demais 19 comitês que, até o momento, já atuam na cidade do Rio e Grande Rio em defesa dos nossos interesses e irá colocar em prática ações de panfletagem, colagem de cartazes, atividades sociais, eventos culturais, esportivos e muito mais movimentações junto à comunidade.

Acreditamos que nossa vitória sobre o golpe e suas consequências somente será possível com a organização e participação massiva da classe trabalhadora.

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