Seguir o exemplo dos Comitês do RJ e botar pra correr todos os fascistas das escolas

ato mbl

Na manhã dessa segunda-feira (12), integrantes do grupo fascista MBL foram à porta do Colégio Pedro II, unidade Tijuca II, no Rio de Janeiro, com a intenção de intimidar professores e alunos.

Com um carro de luxo e um carro de som estacionados em local proibido, com uma faixa pendurada de maneira irregular e com a proteção da PM e da Guarda Municipal (covardia típica de fascistas), o MBL iniciou seu ato patético ainda em horário escolar.

Esse grupo é mais uma das ferramentas do regime golpista que visa atacar e retirar todas as garantias sociais da classe trabalhadora brasileira.

Embora o ataque tenha sido feito ao Colégio Pedro II, o que os grupos fascistas efetivamente estão executando é um ataque ao conjunto da educação pública brasileira e dos trabalhadores.

O Colégio Pedro II, fundado em 1837, é Federal e atende à educação básica de nível Fundamental e Médio.

Com uma grande estrutura e comprometimento do corpo docente, do corpo discente, dos pais e responsáveis, o colégio Pedro II se coloca no cenário da educação pública como uma escola de excelência e é alvo de tantos ataques do sistema golpista, que busca acabar com a gratuidade do ensino e censurar e perseguir a esquerda.

A direita criou a narrativa de que o colégio Pedro II utiliza em seus métodos de ensino o que chamam de “doutrinação” de esquerda para com seus alunos, o que justificaria os atos fascistas do MBL contra a escola.

Essa justificativa não passa de um factoide com a intenção de atacar e intimidar os professores e alunos para finalmente expulsar a esquerda das instituições de ensino, impor uma ditadura nas escolas e reprimir o movimento popular de conjunto.

Acontece que a intimidação imposta por esse grupo fascista não será aceita nem tolerada pelos professores dos colégios públicos e pela comunidade de pais (e mães), responsáveis e alunos que dependem fundamentalmente da educação pública e de qualidade.

Isso ficou demonstrado com a brilhante reação dos movimentos populares, dos pais, dos alunos e dos professores em defesa do Colégio Pedro II, frente ao MBL, com gritos de “Fora MBL” e “Ao Pedro II? TUDO”.

Em menos de 24 horas ocorreu uma rápida mobilização de grupos antifascistas, de defesa dos professores, das escolas públicas, dos sindicatos e do PCO, que levou à frente do Colégio Pedro II, uma quantidade de pessoas que superava em algumas vezes o número de alucinados do MBL.

Ao término do ato esvaziado do MBL, o microfone do carro de som contratado por eles parou de funcionar e somente ouvia-se o coro entoado pelos manifestantes que defendiam a escola. Isso os fez sair rapidamente do local, como verdadeiros covardes, deixando o trabalhador do carro de som para trás, com seu carro enguiçado, que teve que ser empurrado pelos solidários militantes do PCO e alunos do colégio.

O vexame do MBL só não foi maior, porque muitos professores do colégio junto à direção persuadiram os alunos a saírem pelo portão dos fundos da escola para não se juntarem ao esmagamento do MBL, como era da vontade de um número muito grande dos alunos.

Os militantes do PCO participaram de toda a atividade e saíram de lá muito animados e confiantes na capacidade de reação e de organização dos professores, dos pais e dos responsáveis, tanto do Colégio Pedro II como de toda a rede pública do Rio de Janeiro.

Cientes de que o combate ao fascismo não se dará nas urnas fraudadas, que elegeram Bolsonaro de forma totalmente manipulada após tirar Lula das eleições, as organizações populares devem ganhar as ruas, fincar suas bandeiras e contra-atacar os ataques da extrema-direita. Em todas as instituições de ensino em que um fascista tentar abaixar a cabeça de um professor, deve ser organizado um ato popular para botá-lo pra correr como uma galinha verde, ou melhor, um coxinha verde e amarelo.