RJ: Governo Witzel utiliza extermínio da população pobre como política de Estado

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Nesta sexta-feira (08), a cidade do Rio de Janeiro amanheceu sob forte ataque dos fascistas que se encontram no governo do estado.

Forças da polícia militar (Batalhões de Operação Especiais (BOPE) e de Choque (BPChq), chacinaram 13 pessoas em 4 comunidades da área central da cidade.

As favelas atingidas pelo ataque no bairro de Santa Teresa foram os morros da Coroa, Fallet e Fogueteiro, e no bairro Catumbi o morro dos Prazeres.

A polícia utiliza-se da narrativa de que a guerra pelo controle do tráfico de drogas entre facções criminosas rivais teria sido o motivo da sua investida contra as comunidades, resultando no extermínio dos 13 cidadãos.

Segundo a instituição, existiria uma guerra entre os comandos dos grupos criminosos e a polícia teria feito uma intervenção para pacificar o local.

Já os moradores afirmam que, durante a operação criminosa da polícia, não havia troca de tiros nem nenhuma ocorrência nos locais.

Relatos de moradores e familiares das vítimas dão conta de que todas as pessoas assassinadas pelas forças de repressão do estado estavam rendidas e algumas inclusive dormiam no momento em que foram brutalmente executadas.

Tudo o que foi relatado, levanta a suspeita de que o estado, por meio da polícia militar, esteja no controle do tráfico de drogas da região.

Com os constantes escândalos de corrupção e envolvimento de políticos ligados à extrema-direita fascista (que chegaram ao poder de forma ilegítima), com as milícias do Rio, fica cada vez mais claro que a polícia militar atua como mais uma facção criminosa, muito poderosa, por ter o apoio do estado.

Ainda este ano, na última semana de janeiro, (29/01) pelo menos 3 trabalhadores foram baleadas por “Snipers” (atiradores de elite) na comunidade de Manguinhos, próxima a Cidade da Polícia.

A Cidade da Polícia, é uma espécie de quartel da polícia civil, que fica localizada de frente para a entrada da comunidade e dispõe de Torres de vigilância, de onde policiais podem observar as movimentações de quem entra e sai da favela.

Um jovem de 22 anos foi atingido pelas costas, em Manguinhos, comunidade da zona norte do Rio. O trabalhador sobreviveu, apesar de o projétil ter atravessado seu corpo, por não ter atingido nenhum órgão vital.

Em entrevista ao jornal Extra, do grupo Globo que monopoliza a imprensa do país, ele relata:

“-Nasci de novo. Estava conversando com um amigo e me virei para pegar a água de coco na hora em que fui atingido. Se tivesse ficado parado, ia ser atingido de frente. Não tinha tiroteio. A favela estava cheia, tinha muita criança na rua. O tiro veio da Cidade da Polícia. Todas as pessoas que estavam lá viram.”

No mesmo dia e no mesmo lugar, poucas horas depois, outro trabalhador, 37 anos, foi atingido na barriga por outro disparo vindo da cidade da polícia.

O homem atingido, era porteiro da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e morreu ao chegar a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Manguinhos.

Dias antes, de maneira semelhante, a polícia matou um terceiro trabalhador, a partir da mesma torre situada na cidade da polícia.

Os policiais fazem tiro ao alvo literalmente com os trabalhadores da região, colocando em prática as palavras do atual governador Wilson Witzel, que era um completo desconhecido da população até o término da apuração das urnas no primeiro turno das eleições deste ano, que como que por milagre o colocou no segundo turno como o mais votado.

O governador surpresa e fascista, fruto de uma fraude patente, em uma entrevista a um jornal da imprensa burguesa, declarou, aos risos, que “a polícia vai mirar na cabecinha e fogo”, referindo-se ao que pretende para a política de segurança pública do Estado.

Em Manguinhos, esses ataques da polícia aos trabalhadores, resultaram em uma manifestação dos moradores, em frente a Cidade da Polícia, fechando por quase uma hora uma das principais vias de trânsito da zona norte, a Avenida Dom Helder Câmara.

A população precisa se organizar e pressionar as direções dos partidos e organizações populares para chamarem o povo a ganhar as ruas o mais rápido possível.

Não podemos aceitar que a violência do estado sobre a classe trabalhadora e pobre seja tratada como algo normal pelas ditas autoridades.

A classe trabalhadora precisa se mobilizar de maneira decisiva, lutar pela liberdade do companheiro Lula, preso político, derrubar Bolsonaro e todos os golpistas e apoiar o povo da Venezuela contra a invasão imperialista.