RJ: gari comunitário é morto a tiros pela PM no Morro do Vidigal

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Da redação – O gari comunitário Willian de Mendonça Santos foi morto nessa segunda-feira (22) no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Willian era morador da comunidade e trabalhava no mesmo local. Segundo testemunhas, os tiros partiram da Polícia Militar e houve muitos protestos por parte dos moradores.

Uma operação estava sendo efetuada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro na comunidade do Morro do Vidigal com aval do governador fascista Wilson Witzel, para se “necessário” fosse, usar a violência armada contra suspeitos. Segundo a polícia, Willian foi encontrado já baleado quando os policias foram ao seu encontro.

Na versão dos moradores, os policiais estavam em uma troca de tiros na comunidade quando viram Willian, que estava desesperado atrás do filho. Observando a sua movimentação para poder achar sua criança, a PM efetuou dois disparos de forma covarde e sanguinária.

“Ele tem um filho doente e não encontrou o filho em casa. Saiu com a roupa de gari, porque nem a roupa de gari ele trocou, desceu as escadas falando que era morador, que ia buscar o filho e mesmo assim os policiais atiraram nele”, denunciou um morador. Os moradores, indignados com a forma cruel da ação policial, organizaram protestos na Avenida Niemeyer, no fim da noite, perto do acesso à comunidade. A avenida ficou interditada por mais de três horas. O Batalhão de Choque foi chamado para agir de forma repressiva e violenta a manifestação dos moradores.

Willian era um morador querido no Vidigal. Amigos prestaram homenagens: “Um cara com um bom humor incrível. Logo cedo sempre sorrindo desejava um bom dia e um bom trabalho”. “Ele era uma pessoa do bem, muito especial. Descanse em paz, amigo”.

Mais um homem negro e favelado é morto nas mãos da PM racista e pelo governo fascista do Rio de Janeiro. O sangue de Willian está na conta do governador Wilson Witzel e da PM carioca. É preciso dissolver essa organização assassina de pobres e, em seu lugar, colocar milícias operários que garantam o poder local aos trabalhadores que moram em seus respectivos bairros.