RJ: crianças da Maré denunciam repressão de Witzel

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A ONG Redes da Maré deu início a um projeto que mostra o que os moradores e, principalmente, as crianças, vivenciam na Favela da Maré, em relação as agressões que o governador fascista Witzel pratica com a população pobre das favelas. O projeto, que já enviou cerca de 1.500 cartas de moradores da Maré ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

A população dali pede a volta da Ação Civil Pública, que, em tese, deve regulamentar as ações policiais no local, contudo, a luta deve principalmente seguir com o objetivo de tirar Witzel do governo, junto com todos os outros golpistas que apoiam os genocídios que a polícia comete todos os dias nas favelas do Brasil, sempre com respaldo do Estado.

Uma das cartas era de uma criança que contava sobre uma das ações da polícia de Witzel quando ela estava na escola “Um dia eu estava no pátio da escola fazendo educação física. De repente, o helicóptero passou dando tiro para baixo. Aí, todo mundo correu para o canto da arquibancada. Quando passou o tiro, a gente correu para dentro da escola até minha mãe me buscar. Quando deu mais tiro, eu estava em casa”. Essa é a realidade nas favelas do Rio de Janeiro sob o governo de Witzel, com crianças sendo vítimas de “bala-perdida” todos os dias, mas essas balas perdidas só encontram jovens negros e pobres.

Uma outra carta de outra criança dizia que “O ruim das operações nas favelas é que não dá para brincar muito. E também morrem moradores nas comunidades. Também têm muita violência”. As crianças estão sendo totalmente privadas de terem uma vida saudável, de saírem para brincar, porque o governador assassino e alucinado gosta de brincar de atirar de cima de helicópteros contra as favelas.

Um dos objetivos desse projeto é mostrar a realidade vivenciada pelos moradores, que não merecem de forma alguma serem tratados como animais, independente se há criminosos ali ou não. É urgente continuar a luta nas ruas pelo Fora Bolsonaro e toda essa corja de fascistas, assassinos da população pobre e negra.