RJ: Começa o Carnaval do povo, nas ruas

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No Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa, surgiu das ruas a folia do carnaval antecipadamente, faltando ainda quase dois meses para o carnaval. Neste domingo (6), foi aberto a festa dos blocos de rua desde o meio-dia deste domingo, porém, não é uma abertura oficial e sim de 19 blocos que sempre se reúnem para a “Abertura Não Oficial”.

A farra começou pela manhã, com o Fanfarra Black Clube, na escadaria da Lavradio, contando também com o Cordão da Bola Laranja, com o Vem Cá, Minha Flor – essas duas últimas se encontraram no Buraco do lume – e, todos os cordões, alegraram o público com marchinhas de carnaval, colocando questões políticas pertinentes e levando a alegria do povo brasileiro para onde ela deve estar: nas ruas. Nas imagens da imprensa burguesa pudemos encontrar escolas protestando contra Bolsonaro, com plaquinhas remetendo ao fascista, com colantes anti-nazistas e etc.

“É um evento de festa, mas também uma festa da resistência, pela democracia do carnaval”, disse a foliã Laura Baltar a imprensa burguesa.

A festa se estendeu até a noite, quando uma multidão se encontrou no Boitolo, na Avenida Marechal Âncora.

Em diferentes pontos pelo Centro da cidade, os foliões mostraram que o Brasil, mesmo com uma direita inimiga do povo no poder, tentando destruir a cultura, é um país de festa de rua, onde as massas que comandam e ditam o tom. É essa a verdadeira festa popular carnavalesca, ao contrário do carnaval dos sambódromos que foi tomado pela imprensa burguesa, por interesses das empresas golpistas brasileiras e internacionais e etc.

Vale lembrar que nos últimos dois anos, os governantes inimigos do povo, como João Doria (PSDB-SP), tentaram acabar com o carnaval de rua. Na capital paulista, o playboy fascista ordenou que a Policia Militar ataca-se o povo com bombas à partir das 20h e assim foi feito. Na Vila Madalena, dezenas de milhares de pessoas tomaram ruas e mais ruas, quando, ao cair do sol, se ouviu ao longe as bombas, os gritos, e os cães da burguesia vieram com suas viaturas para cima da população dispersando os blocos e a festa do povo.

É preciso enfrentar essa direita nas ruas, com os blocos nas ruas, com os partidos de esquerda, os movimentos sociais, toda a organização popular de forma decidida do que pretende: não aceitar que a direita golpista acabe com as organizações populares.