Crise sanitária
Dados da secretaria estadual de Saúde do Rio demonstram o colapso das redes municipais de estadual de saúde. Dezesseis municípios operam com 100% de ocupação de leitos.

Por: Redação do Diário Causa Operária

O sistema de saúde do estado do Rio de Janeiro caminha em direção ao colapso. Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que  a taxa de ocupação de leitos no Sistema Único de Saúde (SUS) está em 92% nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) e 79% nas enfermarias. Na capital, a taxa de ocupação de UTIs é de 95% e 88% nas enfermarias.

No total, 989 pacientes esperam por um leito nas UTIs do estado. São 710 na fila de espera por terapia intensiva e 279 nas enfermarias. Somente no domingo (28), o SUS recebeu 118 pedidos de internação.

Dezesseis municípios não possuem leitos de UTIs disponíveis. Para agravar o quadro, em algumas a ocupação está acima da capacidade. Por exemplo, os municípios de Iguaba Grande e Saquarema apresentam taxas de ocupação de 200% e 258% respectivamente.

Os seguintes municípios estão com 100% de ocupação: Belford Roxo,  Bom Jesus do Itaboapoana, Iguaba Grande,  Itaguaí, Itaperuna, Miguel Pereira,  Miracema, Nova Friburgo,  Paraíba do Sul,  Quissamã, Rio Bonito, Rio das Ostras, Sapucaia,  Saquarema,  Teresópolis e Três Rios.

Até mesmo na rede particular de saúde, cujo acesso é restrito a determinadas camadas da população, a situação é grave. Segundo a Associação dos Hospitais Particulares, São Gonçalo, Niterói, Região dos Lagos, em Vassouras, Barra Mansa, Barra do Piraí e Volta Redonda não contam com leitos de UTI.  Há informações sobre a falta de medicamentos do “kit intubação”. O Sindicato dos Médicos alerta para a falta de profissionais especializados em Terapia Intensiva e exaustão dos que estão na ativa.

A catástrofe social e sanitária no Rio é fruto da política da direita neoliberal que há décadas governa o estado. Os governos estaduais e municipais do MDB e do DEM sucatearam completamente o sistema de saúde público. A consequência é a longa fila de espera para que o paciente possa ter a oportunidade – se conseguir um leito – de sobreviver.

A burguesia em geral, e a fluminense em particular, não tem qualquer preocupação em relação ao genocídio em marcha no Rio de Janeiro. Entretanto, o colapso atinge também os hospitais particulares e, portanto, as classes médias.

O colapso no 2º estado mais rico da federação é um indicativo da situação geral do País. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, o Rio tem 640 mil casos confirmados e 36.109 mortes. As estatísticas são subnotificadas e manipuladas, o que dificulta a compreensão de um quadro que deve ser de ainda maior gravidade. O fato é que os governos de direita levaram o País à catástrofe social e sanitária.

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