RJ: Ato contra a privatização da Previdência foi um ato da luta contra Bolsonaro e pela liberdade de Lula

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Rio de Janeiro – Centrais sindicais, partidos políticos, organizações populares, comitês de luta contra o golpe e a outros setores da população foram às ruas do Rio de Janeiro (22), ocupando uma das pistas da Avenida Presidente Vargas, principal via de trânsito do centro da cidade.

Pelo menos 5 mil pessoas estavam reunidas em torno da pauta central do ato, que era o repúdio geral da população pela reforma da previdência, que como é sabidos, na realidade significa a privatização do setor, transferindo o sistema previdenciário de um país com 210 milhões de habitantes para as mãos de alguns grupos de banqueiros e especuladores do mercado financeiro.

A luta contra a privatização do sistema previdenciário era a pauta central da manifestação, mas não podemos deixar de observar e apontar o avanço político que a classe trabalhadora está tendo com respeito a outras questões, como: a liberdade para o ex-presidente Lula, a defesa da soberania da Venezuela; e o “Fora Bolsonaro”, luta pela derrubada do governo ilegítimo.

Após o golpe de 2016, que destitui de maneira ilegal a presidenta Dilma Rousseff, levando ao cargo máximo do executivo o conspirador golpista Michel Temer, os ataques do capital neoliberal ao conjunto da classe trabalhadora brasileira só fez aumentar.

Exemplos disso são a reforma trabalhista que altera a constituição fazendo prevalecer o combinado sobre o legislado, a PEC do Teto congelando por 20 anos os investimentos em saúde, educação, saneamento e outras áreas importantes para a população, a lei das terceirizações, que ampliou a possibilidade das empresas terceirizarem as atividades fim, várias privatizações nas áreas de aviação, petróleo, energias entre outras.

Em sequência, e para consolidar todas essas medidas, a burguesia organizada dentro e fora do país, e se utilizando de todo sistema de imprensa, lacaia do imperialismo e da própria burguesia e do poder judiciário corrupto e servil, organizou a prisão política do ex-presidente Lula e a retirada de sua candidatura das eleições de 2018.

Dessa forma, o golpe foi fortalecido e as portas para a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições foram abertas.

Toda essa manobra constitui-se num claro e óbvio golpe, numa farsa, numa fraude eleitoral – talvez a maior da história do Brasil – e a cada passo do governo ilegítimo, surgido dessa manipulação, avançando contra os direitos da classe trabalhadora essa realidade vai se revelando.

Por esses motivos, no ato contra a privatização da previdência, vimos diversas faixas de “Liberdade Para Lula” e “Lula Livre”, “Fora Bolsonaro”, “Não às Privatizações” e bandeiras da Venezuela, demonstrando apoio a Nicolas Maduro, contra o imperialismo.

As palavras de ordem “Lula Livre” e “Fora Bolsonaro” foram diversas vezes ouvidas durante o ato e como não poderia faltar, não foram raras as vezes que a população lembrou o famoso grito de guerra do carnaval: “Ei, Bolsonaro. Vai tomar no c*”, e ” Doutor, eu não me engano. O Bolsonaro é miliciano”.

Está clara que a direção que o povo quer seguir é a que conduz ao enfrentamento direto com o governo ilegítimo de Bolsonaro e com todos os golpistas, por estarem tomando consciência de que para barrar as reformas que estão por vir, desfazer as que Temer conseguiu aprovar com o apoio do congresso conservador direitista e invalidar todas as medidas desses governos, frutos d manipulação e fraude, será necessário combater e derrotar o golpe de estado de 2016 e não se acostumar e adaptar a ele.

Para barrar as reformas, garantir e ampliar os direitos da população precisamos impulsionar a luta pela Liberdade Para Lula e Fora Bolsonaro e todos os Golpistas.

Todas as organizações políticas, populares e sindicais devem se organizar para apoiar e ampliar os comitês de luta contra o golpe em todo o país.